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segunda-feira, julho 08, 2013

Custo de manutenção de motor Yanmar que pode ser evitado!

Vou dedicar essa matéria a alguns dos problemas de manutenção que tive com o motor Yanmar do Matajusi.

Tudo começou, e só foi preciso isso, com uma instalação mal feita pelo estaleiro que fabricou o Matajusi e montou o motor no barco, seguida por uma vistoria mal feita pelo representante Yanmar da região, que não percebeu a montagem errada, e pronto, como “uma coisa leva a outra”, o problema foi aumentando e se agravando até a situação de hoje.

Na instalação inicial do motor feita pelo estaleiro, o cabo de acelerador e engate da transmissão foi montado muito curto. Com isso, todas as vezes que o engate a frente era acionado, não acionava corretamente a transmissão, faltando mais de um centímetro para a transmissão ser acionada na forma como devia, e isso, com o tempo, foi provocando um desgaste desnecessário do cone da transmissão.
Esse problema poderia ter sido evitado, se, primeiro, o estaleiro tivesse montado corretamente o cabo, segundo, se a inspeção da Yanmar tivesse reconhecido o erro e promovido o acerto, mesmo antes de eu receber o barco e motor novos, e terceiro, se eu entendesse alguma coisa sobre isso quando recebi o barco, e por isso escrevo essa matéria, pois muitos serão os novos proprietários que poderão reconhecer esses problemas e ajustarem o cabo de engate antes do problema piorar.
Um problema que na pratica pode ser identificado e corrigido, tendo-se o conhecimento para tal, acabou gerando um custo enorme e desnecessário, acumulado com o risco do motor nos deixar na mão,  e pior ainda se em uma hora onde isso não pode acontecer, ou seja, quando a gente realmente estiver precisando contar com o motor em bom funcionamento. Não adianta o motor ligar e funcionar bem, a transmissão tem que engatar e funcionar bem também para o barco poder ter algum seguimento a motor.

Lembro que em algum momento na nossa travessia pelo Pacifico, comecei a perceber que a velocidade do barco não mais correspondia com a velocidade do motor, ou Rotações Por Minuto do motor (RPM). Primeiro pensei que o hélice ou o eixo estavam soltos, pois não conhecia o sistema o suficiente para poder diagnosticar o que estava acontecendo. O que eu percebia era que o hélice girava mais lento do que deveria estar girando. Para entender melhor, eu olhava no volume de água que era empurrado para trás pelo hélice, para empurrar o barco para a frente, e aquilo não parecia corresponder com o RPM do motor.
Como em travessias usamos o motor somente ajudando o seguimento à vela, sempre em baixa rotação, algo entre 1.200 e 1.800 RPM, pois nessa velocidade o consumo é bem menor  e a distancia que podemos percorrer aumenta bastante. Com os três tanques de diesel do Matajusi, com um total de 330 litros de diesel, consigo fazer algo em torno de mil milhas ajudando o seguimento à vela com o motor.

Minha experiência mostra que o consumo seria na ordem de vinte e cinco litros por vinte e quatro horas de motor, ou seja, pouco mais de hum litro por hora, o equivalente a  um quarto de tanque por dia, o que me daria na ordem de doze dias de ajuda com o motor, que a uma media de cem milhas por dia, ou seja, muito pouco vento a favor ou talvez vento ou  corrente contra, me daria as mil milhas iniciais. Mas, o problema com usar o motor nessa baixa rotação, é que não se percebe quando a transmissão esta patinando, pouco ou muito, pois o barco continua com algum seguimento com o vento ou corrente, dai a importância de se conhecer esse problema para podermos identifica-lo antes do problema piorar a ponto de perdermos qualquer possibilidade de seguimento á motor.

No meu caso, a situação ficava mais complexa pois o barco usava um hélice Kiwi Prop, que se alinhava à agua para diminuir o arrasto quando o seguimento era a vela. Primeiro pensei que o hélice não estava armando corretamente, e cheguei a mergulhar  seguro a um cabo amarrado à proa, com o barco e motor em seguimento, para ver o que acontecia e foi aí que percebi que o problema era que o hélice não girava na velocidade que deveria girar em relação à rotação do motor, somente quando o motor era acelerado, e ai percebia-se um “tum” em algum lugar do sistema,  com o barco voltando a se comportar como deveria.

Sem conhecer ainda o sistema, ficava difícil identificar de onde vinha o  “tum”, e até chegarmos na Nova Zelândia, quando tirei o Kiwi Prop e re-instalei o hélice original do barco, de bronze com duas pás, que percebi, mais isso somente depois de voltar o barco para a água, então resolvi deixar ainda com o “tum” até Fiji, onde tinha outro representante Yanmar.
Em Fiji, conversando com outro navegador que já tinha tido esse problema, aprendi sobre os cones do sail drive da Yanmar, como funcionavam, e os problemas que davam, mas isso, mais comum nos sail drives anteriores ao do Matajusi,que tem o SD50. Escrevi para o David, um amigo da Yanmar de Opua na Nova Zelandia e ele me mandou copia do manual do SD50, com instruçoes de como consertar o problema da derrapagem do cone das rabetas Yanmar (Sleepering Cones). O problema era tão grave nos sail drives anteriores que a Yanmar desenhou um sistema onde o eixo pode ser desacoplado da caixa de transmissão, com um simples soltar de quatro parafusos e empurrar  o eixo para fora do cone, muito simples, e permite que se retire a caixa de transmissão, agora sem o eixo espetado no meio dela. Dentro da caixa de transmissão, fica esse cone, parecido com um ioio de bronze. 

Uma vez retirada e limpa a caixa de transmissão dava para ver o desgaste no cone original, de ficar patinando, e de dar e tomar o tranco ( “tum”) quando a transmissão engatava em maiores rotações do que a de marcha lenta.  Feito isso, levei a caixa inteira para a BaoBab, representante Yanmar em Lautoka, Fiji, e pedi para eles trocarem o cone, pois havia conseguido um novo com meu amigo Mike Dawson do Shellette, que tinha dois de reserva, pois ja tinha passado por esse problema também. Lá eles desmontaram a caixa, trocaram os cones, e me devolveram para eu re-instalar no barco.
Feito tudo isso, a transmissão voltou a funcionar normalmente, ou seja, engatava e não dava o “tum”. Mas, o problema não estava lá, somente a consequência, o problema continuava a ser a do cabo de engate, mas eu não conhecia o suficiente para saber disso. Resultado, não demorou muito e a patinação começou de novo! 

Pensei ter sido um serviço errado na montagem da caixa de transmissão pela BaoBab, mas, resolvi estudar mais profundamente o sistema. Escrevi novamente para o David de Opua explicando a nova situação, e ele então sugeriu olhar no cabo de engate, e dito e feito, foi ai que descobri que eles não estavam ajustados corretamente. Não deu muito trabalho ajustar, foi desmontar os cabos no engate e acelerador no motor, acionar o engate com a mão mesmo, e acionar o cabo em paralelo, fora do engate, para ver se o cabo e o engate acabavam no mesmo lugar, e não acabavam! Faltava pouco mais de um centímetro para o cabo chegar onde o engate chegava! Se eu soubesse disso antes?!  Teria economizado muito dinheiro, tido muito menos problemas, menos preocupações e dores de cabeça, tudo por causa de um centímetro de cabo!

Bom, ajustei o cabo, chequei bem, e o engate voltou a funcionar corretamente, mas, e sempre tem um mas,  como ele havia funcionado errado por um tempo, provavelmente desgastou o novo cone também, pois no meio da travessia do Atlântico, a transmissão começou a patinar pela terceira vês na minha volta ao mundo!

Cheguei em Angra, contratei o pessoal da Náutica Porto Novo, representantes Yanmar para fazer uma revisão completa no motor do Matajusi, e aí vieram as novas surpresas! O acoplador do motor, uma peça que fica entre o volante e a transmissão, estava quase que derretido pelos “tums” que teve que aguentar durante essas trinta e duas mil milhas e mais de quatro mil horas que levaram para eu dar uma volta ao mundo! Isso ia me custar mais uma revisão do motor, não fosse o fato de que, meu motor Yanmar veio com um defeito de fabricação onde o retentor de óleo que fica atras do volante vazava desde novo. Na época, a Yanmar tinha autorizado a troca, mas não tinham tempo de fazer a troca antes de sairmos com o Cruzeiro Costa Leste de 2008 a caminho do norte do Brasil, a acabou ficando sem fazer. Quando separamos o motor da transmissão, para trocar esse retentor, descobrimos o acoplador destruído pelos “tums”.


Moral da historia, tivesse o cabo sido instalado corretamente, ou, tivesse a inspeção de entrega da Yanmar identificado o problema, ou, tivessem todos os outros distribuidores Yanmar ao redor do mundo devidamente reconhecido a origem do problema, ou, tivesse eu todo o conhecimento que tenho hoje sobre esse assunto, e não teríamos tido todo esse custo desnecessário na manutenção do motor do Matajusi. Tomara que essa matéria ajude outros navegadores a reconhecer e sanar esse problema antes de terem o custo por não fazê-lo.

sábado, junho 19, 2010

Continuamos de castigo em Port Denarau, Fiji:

Na sexta, com a ajuda do Mike do Shellete, desmontamos a transmissão e tiramos o cilindro onde fica o famigerado cone, mas não conseguimos substituir o cone pois a porca de cima do cilindro não abriu. Como não quis machucar os componentes da transmissão, preferi entregar para a BaoBab (Yanmar) para eles fazerem a troca na oficina deles em Vuda. Essa segunda fica pronto e vamos remontar.

A geladeira chega nessa segunda e vamos montar também. Resolvendo essas duas pendências, ficamos prontos para partir para Vanuatu.

Conforme prometido, o polvo ao estilo Fijiano estava ótimo! Ele é cozido normalmente, e depois eles fazem um tipo de sopa de leite de côco, com o caldo do polvo, com um tipo de couve refogada e jogada dentro também, com um pouquinho de gengibre. Muito saboroso!

Enquanto esperamos, estamos conhecendo melhor Fiji. Juntos com o Mike e a Marnie do Shellete, que conhecemos em Moorea no ano passado, alugamos um 4x4 para amanha e depois, e vamos conhecer o interior da ilha, onde as aldeias usam ainda a cultura Fijiana. Vamos também de carro até Suva, para visitar o museu de Historia Natural de Fiji. Lá eles têm exibições da época quando os costumes Fijianos incluíam o canibalismo.

Os garotos do Qovop estão com um problema na rabeta, pois entrou água salgada para dentro. Eles precisam tirar o barco da água para poder trocar o retentor e trocar o óleo. Para ajudar, arrumei um trabalho para eles no Shellete do Mike. Eles passaram dois dias dando uma polida geral no barco. O Mike gostou muito e hoje, dia dos pais nos EEUU, estamos fazendo um churrasco no Shellete e convidamos os garotos do Qovop para participar.

Os Canela e o Zazoo estão chegando de Opua amanha, e junto com os Qovop que já estão por aqui, estamos planejando uma visita a uma ilha deserta que tem uma população de cabras selvagens. Vamos tentar a sorte com o arco e flecha... Entre cabras e mergulhos, acho que vamos ter o suficiente para um churrasco na praia.

Depois disso, partimos para Vanuatu.


segunda-feira, junho 07, 2010

E mais manutenção...

Na foto a esquerda, as mangueiras e conexões que tirei do poceto de proa. Nove conexões onde so seriam preciso cinco. Três diametros de mangueira, onde so precisaria um. De novo fica em evidência a construção de partes do meu barco com restos de material disponível no estaleiro.

Nessa foto, a saida do esgoto  do banheiro de proa, DESCARADAMENTE na frente da entrada de agua, ou seja, com o barco em movimento para a frente, o esgoto retorna pela entrada de agua!!!Hum... Eliminei o problema trocando a entrada de agua pela saida do esgoto do tanque interno que fica mais a frente do barco, assim, agora a agua que vem para o toilete não recebe mais a agua suja da saida do esgoto. Agora, esses dois registros ficam para saida de esgoto. O mais grosso vem direto do toilete, e o mais fino passa pela bomba de masseração do tanque de aguas negras do barco.

quarta-feira, maio 26, 2010

Preparando para partir...

Nos preparativos para a nossa saída nos próximos dias, instalei umas proteções contra respingos de ondas no guarda-mancebo na area do cockpit, nos dois bordos do barco. Existe o perigo de uma onda mais forte arrancar essas proteções, mas enquanto isso não acontecer, vamos ficar melhor protegidos da água e do vento.

Barco pronto, com pequenas finalizações para amanha, quando faremos emigração e aduana ao meio dia. Depois de dada a saída, vamos encher os tanques e mais todo reservatório de diesel que temos a bordo, para garantir que teremos diesel suficiente para cruzar áreas de mal tempo e de calmaria, que com certeza encontraremos pelo caminho. A janela de tempo não é a melhor, mas queremos sair logo e continuar com nossa viagem, além de voltar para o sol, calor, água azul, mergulhos, explorações e tudo o mais que apreciamos fazer nessa viagem. Nosso plano é de ficar em Fiji durante Junho, depois Vanuatu em Julho, Australia até Bali em Agosto/Setembro, cruzar o Indico em Outubro, chegar na Africa em Novembro, cruzar o Cabo Da Boa Esperança em Janeiro, e cruzar para o Brasil em Março, assim completando nossa circunavegação.

O barco esta muito melhor do que antes, sem vazamentos visíveis, mais seguro e mais confortável. No final, fizemos tudo que queríamos fazer. O custo foi alto, chegando perto dos R$30.000 reais, o que nos confirma o conforto de se fazer um projeto desses trabalhando a bordo, pois tenho melhor disponibilidade de fundos para proporcionar esses altos investimentos em equipamentos do barco. Não que não conseguiríamos circunavegar sem esses investimentos, mas se podemos, por que não.

O novo teclado remoto, que permite controlarmos os equipamentos de navegação de dentro da cabine, foi um sucesso. Se soubesse, já teria instalado no barco desde novo. Um adicional bem vindo foi o alarme que toca nele também, além de tocar no E80 no cock-pit, e assim, temos certeza de que vamos ouvir todos os alarmes eletrônicos dos equipamentos de navegação. Esses alarmes são importantes, pois anunciam objetos identificados pelo radar, como barcos, baleias, nuvens e chuva, assim como navios e outras embarcações que entram em rota de colisão com nosso barco, identificados pelo AIS, também profundidades rasas ou inesperadas ou perda do sinal de GPS, enfim, tudo que podemos identificar eletronicamente como um problema para a nossa segurança e navegação.

A partir da nossa saída, estaremos postando no blog pelo SailMail via SSB, portanto sem fotos, que postaremos quando chegarmos ao próximo porto com internet. Meu irmão Sergio, que me ajuda na manutenção do blog, postará fotos do Google com a posição do Matajusi em relação à nossa rota e destino.


domingo, maio 23, 2010

Testando o Matajusi pelas aguas da Baia das Ilhas, NZ:

No sábado, saímos com o Matajusi para ajustar o pitch do hélice, acordar o dessalinisador, e testar o barco em geral, principalmente o novo enrolador Nautos (Apoio) com a nova vela que mandamos fazer. O conjunto enrolador/vela funcionaram perfeitamente, e a vela foi construída muito forte e muito bem.

Acabei tendo que fazer em uma velaria de Keri-Keri (Willis - NZ$1.400), uma cidade a uns vinte minutos de Opua, pois o relacionamento com o Charles da velaria WaiveSailsNZ complicou depois que ele entregou meu dog-house e logo na primeira tentativa de instalação, rasgou em dois lugares que ele havia recosturado, mas "esqueceu". Não esqueceu de cobrar pelo serviço (NZ$1.000) completamente desqualificado que ele fez no meu equipamento. A começar pelas costuras todas tortas, algumas dois centímetros fora da linha correta, seguindo pelos zipers do bimini costurados por cima, muitos perfurados pela agulha, além do completo desleixo na troca da proteção da valuma da mestra, onde ele costurou o cabo da bixa por dentro e agora não se pode ajustar a valuma, onde também deixou a nova proteção cobrindo parcialmente os ilhoses dos risos, sem qualquer acabamento, e para terminar, desmontou a trinqueta e não costurou o macarrão para ser usada no perfil novo instalado, além de ter tirado os ilhoses e não substituído por nada. Como ele é brasileiro e não tinha dinheiro nem para comprar papel higiênico, eu fiquei com pena e decidi tirar o serviço que já tinha dado para outros profissionais locais, e transferi para ele. E ele me paga com essa destruição do meu equipamento. Para completar, chamou a policia quando eu fui buscar meus equipamentos na sua loja e ele não estava. A porta estava aberta, meu material empilhado dentro da porta, e vários recados dele pelos outros brasileiros por aqui que eu podia ir buscar. Quando fui, ele chamou a policia dizendo que eu tinha invadido seu escritório! Vai entender! Por sorte, e menor complicação, o Sombra passava na frente da loja desse maluco e nos ouviu discutindo. Ele entrou e serviu de mediador. Ele pediu para o Charles cancelar a policia, e se encarregou de pegar meu material que ainda estava lá e devolver para mim. Mandei vários emails pedindo explicação e devolução de parte do dinheiro que eu tinha adiantado a ele, sem respostas. Só depois que já tinha dado meu equipamento para o Charles soube que ele faz essas maluquices com clientes e todos mais a sua volta. Ele não tem a menor capacidade de tocar aquela velaria, e onde deveria estar construindo relacionamentos, trabalhando com qualidade e preço competitivo, recebendo boas referencias, ele trabalha com advogados, ações, policia, e manda clientes para fora da sua loja. Como consolo, ninguém precisa ajudá-lo a se afundar completamente, ele sozinho já esta fazendo isso, e muito bem.

Bom, vela e enrolador testados e funcionando bem, pitch do hélice alterado para ter mais velocidade em menos RPM (travessias), dessalinisador acordado, com um pequeno vazamento logo corrigido, já de cara fazendo água com 250 PPM (máximo aceitável é 650 PPM), e consideramos o barco apto para nossa próxima travessia, as 1100 milhas até Lautoka, na ilha de Viti-Levu, em Fiji. Vamos fazer somente o lado Oeste de Fiji, pois o Leste tem muitos recifes desconhecidos e não plotados nas cartas, e chove demais.

Ontem tentei consertar a valvula Jabsco que controla para onde saem as aguas negras do banheiro de proa, pois estavam somente indo para a caixa de aguas negras interna, usada em marinas, mas não consegui trabalhar com as tubulaçoes usadas pelo estaleiro por estarem completamente rigidas. Notei que eles haviam posto a saida para fora indo para cima, fazendo a curva acima da linha dágua, e a da caixa saindo por baixo, indo direto para a caixa, resultando no meu diagnostioco do problema, que era mais facil os dejetos sairem para baixo, mesmo com a valvula fechada do que sairem para cima, pela curva. Hoje vou trocar toda a tubulação por uma que eu possa trabalhar. Literalmente, que M....! Hum...

ONDE ESTÃO OS BRASILEIROS?

Hugo e Gislayne do Beduina esta morando com família em Auckland, com Talita já na escola, e vendendo o Beduina.

Mario e Paula do Pajé, deixou o Paje a venda na NZ, e foi para o Caribe, onde esta tripulando um catamaran.

Bob e Bel do Bicho Vermelho, chegando hoje a Fiji, depois de sete dias de travessia, partindo de Opua.

Matias do Bravo, afundou o Bravo na chegada a Fiji no ano passado, e teve que refazer o barco por dentro em Fiji, partindo a semana passada para Vanuato, onde ja chegou.

Os Canelas, do Canela, estão com o barco fora da água aqui em Opua, fazendo manutenção. Depois vão para Fiji.

João Caçador do Zazoo, atracado no cais do nosso lado, preparando o barco para a travessia entre Nova Zelandia e Fiji.

Sombra do Guardian, esta com o barco em reforma aqui em Opua, desde que caiu do barco e quebrou o mastro, a caminho da NZ em 2008.

Flavio e Diogo do Ituska estão na Indonésia e foram os únicos que continuaram viagem durante o período dos ciclones no Pacifico.

Cristiano do Vagabond, capotou o barco em uma tempestade entre a Nova Zelandia e Australia, mas fora os danos, chegou a Brisbaine na Australia.

Marcelo e Mariana do Bicho Papão, sairam do Sarava e foram para a Australia, onde Marcelo já está trabalhando na construção de um hospital. O Bicho Papão está a venda.

terça-feira, maio 18, 2010

Matajusi agora com enrolador NAUTOS no babystay!

Acabei de montar o novo enrolador NAUTOS para o baby-stay. Foi um processo simples, com a ajuda do manual de instalação do enrolador. Fiz tudo sozinho, meu primeiro trabalho com esse tipo de equipamento, e até agora, estou super orgulhoso do serviço. Mandei fazer vela nova, especial para ser usada em tempestades, mas tive que trocar de velaria, por motivos que explico depois que tiver uma satisfação dos problemas criados pelo Charles nas minhas velas e canvas.
Por conta desses problemas, tive que ter as velas e canvas inspecionadas por um profissional de velas daqui. Aproveitei e encomendei a vela nova com esse profissional.



Nessa foto vemos tres dos novos equipamentos instalados no Matajusi:
A nova placa solar de 85W, substituindo a de 32W que era mais longa e não permitia a instalação do novo ajustador do estai de popa.
O novo ajustador do estai de popa.
E o novo bote Caribe de nove pés em Hapalon e fundo duplo rigido, de fibra. Com bolachas bem maiores do que a do botinho FlexBoat, agora temos um bote digno de um velejador de grandes travessias.

segunda-feira, maio 10, 2010

Refazendo a vedação entre o deck e o casco...

Preparei a junção entre o deck e o casco dos dois bordos, primeiro passando uma ferramenta que tira a massa de vedação que esta mais aparente e lixa um pouco do gel para dar mais aderencia. Em seguida colando uma fita para evitar que a massa se espalhe além da area certa. Depois aplicando massa de vedação 3M 4000, e finalizando com uma batata para ajeitar a massa por igual. Não ficou finalizado como um profissional o faria, mas ficou proficiente, impedindo a agua de passar por aquela fresta.

Amanha, irei caçar peru selvagem em uma fazenda aqui perto. Vamos eu e o João Caçador, do Zazoo. Na Nova Zelandia, todo animal que não é original daqui, pode ser caçado. Para caçar com arco e flexa não é necessária a licença de caça, somente a autorização do dono das terras onde se vai caçar. Comprei um arco do tipo compound, e dei umas treinadas. Falta muito treino ainda, mas ja consigo por a flexa em torno de quinze centimetros do centro do alvo, a uma distância de 20 metros. Comprei nove flexas, seis de aluminio e três de fibra de carbono. Comprei tambem três ponteiras de caça mais pesada, no caso de irmos caçar porco ou cabra selvagem em alguma das ilhas a nossa frente. Mas, a razão principal do arco e flexas são os galos e galinhas selvagens que encontramos em quase todas as ilhas desse lado do Pacifico.

quarta-feira, maio 05, 2010

Depois de 20 dias no seco, Matajusi retorna para a agua...

Barco sendo retornado para a agua, depois de 20 dias de trabalhos intensos. Pintura de fundo nova, costado polido e encerado, e muitas manutenções e mudanças...
Refiz a linha dagua 10 cm mais alta, para compensar o, cada vez maior, peso do barco...
















Como é bom guardar essa fotos da construção do barco, pois nelas conseguimos identificar os problemas que temos tido com algumas areas da construção do barco. Aqui, no circulo menor, a falha na massa de vedar por onde entrava um rio de agua dentro do painel eletrico. No circulo maior, a prova de nenhum sinal de massa de vedar no prato e parafusos da base do brandal. Quando tirei o prato, NENHUMA massa foi encontrada, somente por baixo, dentro do barco, nas porcas e arruelas. O problema é que a agua pode ser até vedada de entrar dentro da cabine, mas acaba por se infiltrar dentro das camadas da fibra. Outro problema encontrado é que a massa usada não tinha proteção contra UV, e esta completamente derretida onde tem ocorrencia do sol. Hum...

sexta-feira, abril 30, 2010

Sera que eles tem noção de que podiam me afundar?!!!

Essa foto mostra o rombo entre a junção do deck com o casco, onde o estalareiro deveria TER ENCHIDO de massa de vedação... esse buraco ia até o painel de eletricidade, causando um rio dentro do painel, que eu protegi com uma fralda de plastico que acumulava a agua que entrava. Pensei que era pelo brandal, e era também, mas não tanta quanto a que entrava pela junção.

Abaixo o rio de agua que entrava pela junção do deck com o casco, dentro da fralda que eu havia posto.

Abaixo, os dois primeiros parafusos do carrinho da genoa, DESCARADAMENTE sem arruelas! Não puseram nem a arruela pequena!!!


Mesma foto depois que pus as arruelas que deveriam estar lá desde a construção do barco.

Vale a pergunta, será que eles quiseram me afundar? Pois se o carrinho arrebentasse, aconteceria em vento forte, com mar forte, e o rombo que faria em cima do deck seria impossivel de ser consertado e o barco iria para o fundo!!! Ou foi serviço PORCO mesmo?!!! Hum...

quarta-feira, abril 28, 2010

Mais vazamentos encontrados...

Hoje terminamos de montar o KiwiProp, e ja o instalamos para receber a primeira demão de PropSpeed, uma tinta especial para helices e ferragens abaixo da linha dágua, que foi desenvolvida aqui mesmo em Opua. Pensavamos em baixar o barco para agua amanha, mas, para pintar debaixo da quilha, que esta encostada no chão, preciso levantar o barco no guincho e segura-lo la ate o dia seguinte, e só tem agenda vazia para isso na proxima terça-feira, portanto, barco para a agua na proxima quarta-feira.
Enquanto isso trabalhamos nos outros itens, alguns deles, outros vazamentos. Desconfiava do carrinho da genoa, então desmontei a madeira que fica por baixo deles dentro da cabine, e encontrei alguns dos 25 parafusos, enferrujados por dentro, sinal de que estão vazando. O pior de tudo foi ver que todos os parafusos foram fixados com arruelas quase do mesmo tamanho que as porcas, e isso não seria o mais indicado para prender o carrinho na fibra do deck, mas sim usando arruelas bem maiores para não ter o perigo do carrinho ser arrancado. Hum... Então, vamos tirar tudo e refazer tudo de novo, usando arruelas maiores. Com isso, vamos ter maior area de vedação desses parafusos e, para ter certeza de que sanamos os problemas de vazamentos pelos parafusos dos carrinhos, por enquanto vamos deixar abertos os buracos no teto da cabine. Não é o mais bonito, mas é o mais pratico. mais tarde, quando formos recolocar a madeira que esconde esses buracos, vamos usar velcro ao invez de cola, para facilitar visualização e revisões futuras.


terça-feira, abril 27, 2010

Achamos o vazamento para dentro do painel eletrico!

Como podemos notar pelas marcas de ferrugem, esses parafusos seguram a ferragem do brandal de boreste no deck, e estavam completamente soltos. Notem que o de trás, tem até uma marca de ferrugem indo para o lado direito, exatamente onde fica o painel eletrico. Quando adernavamos a bombordo, com o vento entrando pelo boreste, forçava mais o mastro, esticando mais o suporte do brandal no deck, e isso fazia abrir mais o buraco, por onde vazava para dentro do painel eletrico.
Hoje, aproveitamos que o tempo esta muito ruim, e trabalhamos dentro do barco. Tirei todas as baterias, e removi a caixa das baterias e os assoalhos da caixa, para poder acessar os parafusos que prendem a quilha ao barco. Todos menos um, estavam soltos. Alguns podiam ser mexidos com a mão. Talvez pelo uso do barco, talvez pela má qualidade do trabalho de alguns no estaleiro que construiu o barco. Notamos também um numero enorme de furos no piso e no suporte da caixa de baterias ao piso do barco, mais uma indicação da má qualidade do trabalho de alguns. Hum...

Estamos revisando as velas, e foi bom ter feito isso, pois encontramos a fita que cobre a valuma da mestra completamente podre, dissolvendo na mão. O material usado foi claramente abaixo da especificação do meu pedido. Vamos aproveitar e cortar a saia, pois esta muito longa e acaba ficando presa à retranca o tempo todo, sem qualquer serventia alem de acumular humidade. Na genoa, adicionamos uma costura em zigue-zague à cobertura de proteção ao sol, para evitar que os materials se separem quando a vela é enrolada com vento forte.

Vamos modificar a trinqueta, para retirar os garrunchos e adicionar um macarrão para ser usado em conjunto com o novo enrolador da Nautos que estamos instalando.

O importante é que nossa lista esta diminuindo e logo devemos seguir viagem de novo.

quinta-feira, abril 22, 2010

Revisando KiwiProp:

Com o apoio da propria KiwiProp, que me mandou as peças de reposição para a manutenção que estou fazendo no meu helice, estou usando a oficina do Dave, casado com a brasileira Silvana, que representa a Yanmar em Opua, para desmontar, trocar peças, lubrificar e re-montar o helice da KiwiProp. A bem da verdade, parece que quando o helice foi montado em Joinville, não foi lubrificado, pois não se sabia muito sobre esse helice na epoca. É surpreendente o helice ter sobrevivido sem graxa e sem manutenção nessas 20.000 milhas navegadas até hoje. Por conta disso, quebrou uma mola  e uma bucha interna, e com isso ela demorava a engatar a frente, depois de usada a ré. Agora vai ficar novinha em folha, e deve durar no minimo mais umas 40.000 milhas!

Nova placa solar 85W instalada hoje:

Ultima das 3 placas solares antigas, retirada hoje e substituida por uma mais curta de 85W. A antiga era mais longa e ficava no meio do split do estai de popa, impedindo o tensionamento do estai com o novo tensionador da Nautos que ja esta parcialmente instalado. Quando finalizado eu publico fotos.

Projetando vela nova no enrolador novo da Nautos:

Com Charles, brasileiro, novo dono da velaria de Opua, projetando nova vela a ser usada no segundo estai de proa, no lugar da trinqueta que usavamos antes. Vela especialmente projetada para uso em vento forte e tempestades. Preparando instalação do novo enrolador Nautos.

Abaixo, visita a velaria do Charles.


terça-feira, abril 20, 2010

Visita ao Waitangi, reserva Maori...




















Opua, 20 de abril de 2010:



Aproveitando que estávamos com o carro alugado, fomos fazer supermercado e conhecer alguns lugares aqui perto de Opua.

Um desses lugares foi a reserva Maori de Waitangi, onde foi assinado o tratado entre os Maoris e os Ingleses. Esse lugar é conservado até hoje, e nele foi construído um templo Maori, este visto na foto acima.

Fomos também visitar a cachoeira de Haruru dentro da reserva Maori, um lugar conservado onde ainda sobrevivem alguns kiwis, pássaros típicos da Nova Zelandia e em perigo de extinção.

Voltando para a manutenção do barco, o fundo já esta completamente raspado e lixado e hoje deram um banho de acido nos bordos para limpar bem antes de se começar a aplicação do primer, que deve começar amanha.

Unindo o útil ao agradável, contratei o João Pescador do Zazoo para trabalhar comigo na manutenção do barco, pois eu preciso de ajuda e ele de dinheiro. O primeiro trabalho que dei para ele foi o de reformar nosso fogão, cujo tinha uma boca que não funcionava mais e a outra tinha um foguinho fraquinho. O resultado me animou, pois o fogão ficou melhor do que quando era novo (lembram que eu achava que meu fogão já era usado?). Com isso peguei mais firme nas minhas tarefas de manutenção, que já inclui a re-instalação da corrente e ancora, com a marcação da corrente usando os raimbow-marquers coloridos para marcar a cada dez metros, a montagem do enrolador da trinqueta (ainda falta instalar no estai), a remoção da bateria de arranque e preparo da área para uma bateria de gel com mais capacidade de arranque e maior amperagem, a retirada e limpeza do hélice KiwiProp (que está mais parecendo perda total), a instalação do novo esticador do estai de popa, a instalação de um novo thru-hull para o dessalinizador, liberando o que eu estava usando do tanque de águas negras, a re-instalação do duo-gen, com lubrificação e revisão completa, entre outras tarefas menores.

Estou retirando o ultimo dos painéis solares de 32W, e comprando um novo de 85W para por no lugar, pois o de 32W fica no meio do split do estai de popa e assim não conseguiria instalar e usar o esticador do estai.

Descobri no topo do leme uns furos que parece que foram feitos quando eles lavaram o casco quando tiramos da água. Pedi para um cruzeirista bom de consertos em fibra retocar o leme. Fica aqui a duvida sobre a qualidade da fibra usada no leme... se um jato d’água quebra a fibra, imagino algo mais solido batendo no leme. Hum...

Comprei fio novo (RG 8X NZ$7.40/m x25m) para trocar o fio do VHF do mastro, que parece ser de qualidade inferior e não próprio para a distancia de cima do mastro até o radio, alem de estar completamente oxidado por dentro. Desconfio que esteja entrando água por cima, no topo do mastro. Conector mal feito? Hum... não seria a única porcaria feita pelo eletricista...

Troquei as adriças da mestra e da genoa, por cabos Spectra de 12mm (NZ$1100 100m), acabando com mais um esforço desnecessário, o de ficar reajustando velas por conta do estiramento dos cabos usados pelo estaleiro. Hum...

Retirei as tampas dos parafusos dos brandais, do lado de dentro do barco, e, de cara, consigo ver dois parafusos com marcas de ferrugem, ou seja, vazando. Estes estão diretamente em cima da área do painel de eletricidade onde entra um rio de água com o barco adernado a bombordo, Reclamo desse vazamento desde o barco zero... será que vai ser assim fácil resolver o problema do vazamento dentro do painel elétrico? A outra pergunta que faço é, porque vaza de um lado e não do outro? Se fosse para vazar depois das 20.000 milhas navegadas, não seria de se esperar que vazasse dos dois bordos? Hum...


Amanha vou trabalhar na plataforma, pois vaza para dentro do barco e os parafusos usados não foram de boa qualidade e estão completamente enferrujados. Será que o fato do estaleiro estar completamente arruinado financeiramente afetou a qualidade dos equipamentos comprados para o meu barco? Hum...


Outro trabalho para amanha é o da remoção do pescoço de ganso que vaza em muitos lugares, que vai ser trocado por um pescoço de ganso de cano de borracha.

sábado, março 27, 2010

Agradecemos o apoio da Nautos:

Com o apoio da Nautos, estamos melhorando a segurança e o comando do Matajusi nas grandes travessias. Alguns desses melhoramentos incluem um novo enrolador da trinqueta, para não mais precisarmos ir para a frente do barco quando o vento ou o mar apertam, facilitando o manuseio das velas da frente. Até então, a trinqueta era presa ao baby-stay por garrunchos, mas a partir dessa mudança, ficara permanentemente enrolada.

Outra mudança é um novo esticador do estai de popa (veja projeto proposto por Gunther Weber), o que vai permitir liberar um pouco a pressão no estaiamento quando em porto, alem de facilitar a regulagem do estai de proa e popa com esse novo equipamento da Nautos. Ele consiste em um conjunto de três moitões presos entre si por um triangulo, onde dois moitões ficam do lado de fora dos estais, no triangulo que o estai de popa faz na popa do barco. Caçando o terceiro moitão com cabos especialmente colocados para esse fim, força o angulo do triangulo a diminuir, apertando o estai de popa.

Estamos também aumentando o numero de stoppers no cockpit, para trazer mais escôtas e adriças de ajustes de vela para dentro do cockpit, também para evitar idas para a frente do barco.

E finalmente, estamos reforçando o ajuste do traveller, usando moitões e ancoragens deles no deck, com muito maior capacidade de carga do que os atuais, que demonstraram sub-dimensionamento.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Inclusão de novas informações no blog:


A pedido de muitos dos meus leitores, adicionei no final da barra direita do blog, as especificações técnicas do Matajusi.

Adicionei também no final do blog as rotas percorridas durante 2008 e 2009, com os detalhes da rota de 2009.

Temos preparado o barco para a nossa partida na semana que vem, além de trabalhar na lista de ações de manutenção e alterações do barco. Essa semana tiramos as velas e revisei o mastro e retranca, mudando um pouco o sistema de risos no cockpit para facilitar o manuseio dos cabos de riso. Mandei o pau de spinaker para fazer ponteiro novo, e mandei fazer os roletes do bico de proa, que ficaram prontos hoje. Amanha eu os apanho e já instalo.

Comprei bote novo, um Caribe L9. Agora sim vamos ter um bote de cruzeiro! Talvez tenha que comprar motor de popa novo mais potente, de uns quinze cavalos, mas vou primeiro testar com o meu Mercury cinco HP e ver se plaina bem.

Encomendei um teclado para poder controlar o sistema E80 de dentro do barco e vou instalá-lo quando chegar. Isso vai me facilitar navegar de dentro da cabine quando as condições de temperatura, mar e vento não forem convidativas para ficarmos do lado de fora. Uma das principais funções do teclado vai ser a de cancelar mensagens de navegação que são postas em cima da tela quase inteira, tapando assim a razão da mensagem aparecer, por exemplo, algo que o radar pegou. Agora vamos poder ligar e modificar os parâmetros do radar de dentro do barco.

Vou tirar o mordedor e moitão que foi instalado em Joinville para o ajuste do Estai Volante (Running Back), e montar um sistema com redução onde a adriça fica presa ao brandal quando não esta em uso, pois da forma como esta hoje ela raspa na vela, causando um desgaste desnecessário. Os mordedores vou instalar junto com os outros do cock-pit para adicionar mais cabos do lado de dentro, como por exemplo o ajuste da esteira da mestra. Hoje tenho que ir ou mastro para soltar ou tensar a esteira.

Estou considerando fazer um alongamento da popa em fibra, para parafusar e soldar na popa, tampando assim a plataforma de popa evitando o arrasto na água que ela faz hoje, além de aumentar o espaço na popa para, por exemplo, instalar dois botijões de gás e talvez a balsa.

Estou cotando um enrolador novo para a trinqueta e devo instalar um para evitar minhas idas à proa quando com o barco esta em travessias.

A Lilian esta fazendo uma limpeza completa da parte de dentro do barco, lavando e secando cavernas e outras áreas que acabam ficando molhadas com os constantes vazamentos dentro do barco. Vamos agora trabalhar nos vazamentos.

Fiz lavagem e manutenção no motor de popa, mas parece que vou ter que levar para uma assistência mecânica especializada, pois não esta passando água de refrigeração. Amanha ponho o botinho de brinquedo à venda no Allan, onde esta o Guardian do Sombra e onde vou pintar o barco e consertar o hélice e leme.

Tirei toda a corrente nova para fora, lavei e remarquei com tie-up de plástico a cada dez metros. Lavamos o barco inteiro e amanha devemos começar a fazer o polimento das partes com aço inox. Vamos usar uma cera fabricada na Nova Zelândia que é só passar com um pincel, e lavar depois de dez minutos. Fica tudo novinho em folha!

Estamos procurando alguém que trabalhe com canvas para re-costurar o bimini e o dog-house que estão completamente descosturados. Vamos usar o material da capa de cobertura do barco em cima da retranca para fazer outras partes que queremos usar, como um telhado feito em duas partes, que junta o bimini ao dog-house. Como meu traveller é atrás, a escôta da mestra fica no caminho, então podemos usar somente a metade contraria de onde a retranca esta, ou levar a retranca para fora da área do telhado para poder fechar o telhado duplo. A partir do telhado vamos fazer uma parede de plástico transparente para cada lado, podendo fechar o cockpit completamente quando parados, ou somente a metade de barla quando navegando. Isso vai evitar os banhos de água salgada que estamos levando. Além disso, vamos instalar aquelas saias que vão presas no guarda-mancebo para evitar os respingos das ondas que batem no costado.

Enfim, vamos usar a experiência adquirida até agora para melhorar nossa segurança e conforto quando navegando.

domingo, setembro 06, 2009

Servico porco do estaleiro ataca de novo!!!

Posição S16 46.191 W151 02.296 05/09/09 17h Local (-10 UTC)
Passei os últimos dias curando da gripe e esperando o vento forte acalmar. Saímos da ancoragem de Fare e descemos rumo ao sul da ilha, entrando na baia da vila de Haapu, que é praticamente cercada de morro por todos os lados. O fundo é de areia, com quatorze metros de profundidade no centro da baia, onde jogamos ancora. Ancoramos com sessenta e cinco metros de corrente, e lá ficamos por dois dias, tomando uma rajada atrás de outra o tempo todo. O Matajusi segurou bem, mas o Azzar que estava à nossa frente na baia foi garrando devagar durante a noite até se aproximar a menos de dez metros do Matajusi, então usei a buzina e a lanterna para acordar o pessoal de lá e avisar que eles estavam garrando. Eles reposicionaram a ancora e fomos todos dormir.
Durante o dia demos um pulinho de botinho até a baia ao sul da ilha, mas o vento era forte demais para tentar levar o Matajusi para lá. Tinha lido no blog do Pagé que eles estavam ali, mas não os encontramos. Aproveitamos e fomos até a vila de Haapu para caminhar um pouco. Subimos a encosta toda até um belvedere mas qualquer esforço estava me pegando, então voltamos ao barco e fui descansar mais.
Combinamos de sair para Raiatea hoje pela manha, mas quando estávamos tomando café da manha, uma rajada muito forte pegou o barco de lado e arrastou para o outro lado, forçando o leme, que estava com a trave de movimento apertada até o fim, mas não foi o suficiente para impedir que o leme virasse com toda força para o outro lado. O batente do volante bateu contra o batente fixo que impede o leme de virar demais, entortou e passou para o outro lado, travando o leme naquela posição. Eu vi o movimento de dentro da cabine, e escutei o tranco, e sabia que aquilo iria dar trabalho.
Quando tentei voltar o leme, ele não saía do lugar. Primeiro desmontei as bussolas para ver como estavam as engrenagens, depois entrei no sub-mundo para tentar entender porque o leme não voltava. Foi aí que vi que o batente do volante havia entortado e passado por cima do batente fixo na parede traseira do barco.
Dos cinco centímetros disponíveis para os batentes se tocarem, o porco que instalou esse equipamento no barco deixou somente ¼ de centímetro disponível, e eu estúpido, não havia notado mais essa porcaria no meu barco. Imaginem o que aconteceria se eu estivesse em mar aberto, com ventos e ondas fortes, e o piloto soltasse, deixando o volante rodar até o final, batendo como aconteceu essa manha. O leme ia ficar travado até eu conseguir primeiro entender o que tinha acontecido, e depois identificar como eu iria consertar aquilo. A única opção seria entrar em capa (deixar o barco correr solto de lado), se tivesse espaço para isso (não ter terra daquele lado).
Como eu estava ancorado, tive mais tempo para definir a melhor saída, que foi refazer a furação do batente da parede traseira do barco e subir um centímetro e meio, pois era o máximo que se podia subir sem deixar o volante raspar no suporte do batente. Tive também que desentortar o batente do volante, o que não foi nada fácil, pois é feito de aço inox e não tinha espaço para usar uma alavanca para ter força suficiente para desentortar. No final, deu tudo certo, mas perdemos o dia, pois ficou tarde para atravessar para Raiatea. Mesmo assim, tentei, mas logo vi que ia ficar em situação perigosa se a noite chegasse e eu não estivesse dentro da barreira de corais de Raiatea, então voltei para Huahine e ancorei no mesmo lugar que já havia usado antes, entre as baias de Fare e Fiti.
Amanha cedo saímos para Raiatea.
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segunda-feira, agosto 24, 2009

Troca da corrente da ancora:
















Posição: Atracado ao píer da Marina Tainá
Revendo as rotas e ancoragens, notei que muitas das ancoragens à nossa frente tem entre quinze e vinte e cinco metros de profundidade, e isso estava me preocupando, pois só tenho cinquenta metros de corrente de ancora.

Posso sempre amarrar um cabo ao final da corrente para estender a quantidade de corrente/cabo que uso em uma ancoragem, mas isso da um trabalhão quando o cabo não esta já anexado à corrente com um splice (cabo tecido no ultimo elo da corrente), e o meu não esta pois o uso na ancora de reserva.
Outro problema me perturbando é o nível de ferrugem que a corrente original fornecida pelo estaleiro esta criando em toda a proa do barco (vide fotos). Se essa ferrugem jamais sair, vai dar um trabalhão danado para tirar!
Por isso hoje resolvi fazer a troca da corrente da ancora, e aproveitei para fazer algumas outras coisas para melhorar nossas ancoragens:
1. Aumentei o tamanho da corrente de cinquenta metros para setenta metros, o mínimo para um barco de cruzeiro em uma viagem como a nossa.
2. Para facilitar o calculo de quanta corrente pagar em uma ancoragem (mínimo 3x a profundidade), pintei a corrente nova a cada dez metros com tinta vermelha, de fácil visualização, e ainda adicionei tie-ups brancos em cada área pintada de vermelho, com um tie-up na área de dez metros, dois na de vinte e assim por diante até a marca de sessenta metros.
Pusemos a corrente nova no cais do lado do barco, retiramos a ancora juntamente com a corrente antiga e pusemos em cima do cais, fiz a troca das correntes, e recolhi a corrente nova junto com a ancora usando o guincho. Depois, desci a ancora com toda a corrente para dentro d'água e recolhi novamente usando o guincho, mas agora arrumando um pouco os primeiros vinte metros para usar melhor o paiol da corrente da ancora e não deixar a corrente toda acumulada logo abaixo do guincho.
A corrente velha, deixei com o dono da loja que me vendeu a corrente nova, mas antes tirei um metro, como prova da baixa qualidade da corrente fornecida pelo estaleiro.
Um ganho adicional foi ver o guincho recolher sessenta metros de corrente, duas vezes, sem pular nenhum elo! Com a corrente original, ele pulava um elo ou mais a cada metro, o que deu um desgaste muito maior à catraca do guincho. Ou seja, além da corrente original ser de baixa qualidade, ela é de tamanho e espessura irregular e por isso pulava na catraca do guincho a cada metro recolhido.
Paguei cinquenta e hum mil francos polinésios (+-83FP x 1US$) na nova corrente, mas agora fico menos preocupado com ancoragens fundas, além de poder curtir melhor meu barco sem toda a ferrugem causada pela corrente antiga.
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