segunda-feira, dezembro 24, 2007
Bicho Papão - Travessia de Nova Zelandia a Australia:
Abaixo, email da minha prima Mariana, a bordo do Bicho Papão, na travessia entre Nova Zelandia e Australia na ultima semana. O que chama a atençãosão os comentarios sobre o tempo, quase que surreal, indicando que o problema do aquecimento global esta somente começando a se manifestar...
Email:
Enfim chegamos na OZ! Que del'icia esse lugar, que calor maravilhoso e ja estamos amando! A entrada no porto foi linda, o mar e azul como em Fiji e varios golfinhos vieram nos dar boas vindas.Tivemos uma otima travessia, agora olhando para tras, foi boa, mas na hora nunca e. Chego a repetir que vou me aposentar dessa vida de navegadora, que quero ter uma horta, plantar minhas cenouras e alface, ser da terra, mas nao adinata, passa dois dias e faria tudo de novo. Mas estamos sentindo que aqui vai ser a nossa base por um bom tempo. Familia , casa quem sabe, acho que estamos delirando um pouco com o calor que nao sentiamos ha 3 anos! Muito bom!A travessia durou 10 dias, tivemos muita calmaria , usamos bastante o motor que acabou pifando (a transmissao) e ficamos boiando por um dia. Estava tao sem vento que nao dava para distinguir a linha do horizonte, o mar e o ceu era um so, um calor infernal, deserto no meio do mar.Em um dia de calmaria, chegou uma linha de nuvens que quando comecamos a reparar nelas, viamos que estavam se formando varios tornados. A nuvem comecava a formar um pingentinho charuto e alguns ficavam bem compridos quase tocando o mar. Bom que estavam todos longe da gente. Eu filmei bastante, ateh que comecou a se formar um bem acima do barco, quando estavamos passando pela nuvem mais carregada. Esse sim, filmei desde o comeco e quando vimos, estava descendo ateh o meio do caminho entre o mar e a nuvem. Aceleramos o motor (ainda bem que tinhamos ele funcionando!) e quando estavamos a meia milha dele, ele tocou no mar e a agua subiu em um turbilhao ! Na base dava para ver a espuma , ainda bem que nao estavamos perto!Alem deste fenomeno, eu vi em um dos meus turnos, um clarao, como se tivesse ficado dia. Estava de costas para ele e quando me virei para ve-lo, assustada, era essa imensa bola de fogo cor verde caindo do ceu com um rastro de fogo atras. Estava muito baixa! Parecia uma destas fotos de cometa, mas ali. Ateh olhei se cairia no mar em algum lugar, mas se dissolveu antes.Incrivel, tantos fenomenos naturais e vc sozinho no meio do imenso oceano, faz pensar bastante no significado da vida.Chegamos sem motor, passamos pelas bancadas de areia - vejam no google earth a bancada de areia que tem que atravessar para entrar em Brisbane- na velocidade de 0.8 nos. O dia lindo, sem vento, e ate demos uma rebocada com o botinho. No final , passamo a bancada, o vento entrou, chegou uma frente fria na OZ - incrivel a diferenca de uma frente fria na OZ e uma na NZ. A da NZ, vc se tranca dentro de casa e assiste TV tomando um cha, na da OZ, vc pega o seu windsurf e vai aproveitar o bafao que entrou!Bom, vento de 30 nos, tinhamos que entrar na marina sem motor, num canal super apertado. Chamamos a coastguard no radio que vieram nos rebocar e no meio do canal, o barco atolou. A mare nao estava cheia e o Bicho com seu 2.4m de calado, sentou na lama a menos de 2m de profundiade. Vela para cima, barco adernado e da-lhe motor da coastguard. Tiramos o barco mesmo assim, arrastando o coitado pela lama. Eu soh ficava de olho la embaixo com medo de ter acontecido alguma coisa e a agua comecar a entrar pelo fundo.Muita emocao nesta travessia do bicho papao. Fianalmente entramos na marina e ficamos abismados com a hospitalidade da Aduana, imigracao e agricultura. Super simpaticos, e nos sentimos em casa. A marina que estamos chama-se East Coast Marina, fica perto de Brisbane. Hoje vamos nos aventurar pelo transporte publico que dizem ser super eficiente e conhecer a cidade. 7 dolares e vc pega qquer tipo de transporte publico, inclusive ferry por 24 horas. Ta valendo!No mais tudo certo, recuperamos o sono e a marina 'e maravilhosa, classe A, projetada para quem mora a bordo. Banheiro, lavanderia, cafe, jardins... tudo impecavel e novinho.O plano e esperar a transmissao ser consertada e navegar ate a Gold Coast pelos rios. Por la ficaremos ate cansar!
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Comentario do Bernard!
Abaixo, um comentario que recebi por email hoje, de um morador de Santos, que acompanha minha coluna e lembrou de ter visto o Matajusi ontem em Santos.
Me preparando para a partida para a costa Norte, fui dar uma verificada no casco e joguei ancora na boca do canal de Santos. Fiquei surpreso de ver que o casco, leme, rabeta, e quilha do barco estavam totalmente tomados de craca! Considerando que acabei de fazer a segunda pintura de casco a dois meses, não era para estar assim. Parece até que usaram uma tinta para atrair craca, ao inves de repelir. Com isso, vou ter que voltar para o Pier 26 depois das festas e pintar pela terceira vêz o casco, em menos de um ano!
Mas vejam a mensagem do Bernard abaixo. Esse tipo de feed-back é que me dá ainda mais motivação para continuar documentando todos os aspectos do projeto.
Olá Silvio, Ontem, 20/12, por volta das 17h20m, acredito ter visto seu veleiro na ponta da praia em Santos. Fiquei muito feliz em ver seu barco, pois, acompanho o seu blog e, também pelo motivo de saber que o veleiro que estava vendo, vai dar a volta ao mundo. Tentei tirar fotos, porém o celular era o único recurso presente e, o mesmo não o alcançou. Pelos livros e relatos que já li, pelo filme que já vi, travessia é algo grandioso e, a história do mundo está ligada à navegação (Aliás, meu TC da faculdade fora sobre Navegação de Cabotagem e nele, contava uma breve história da navegação brasileira). enfim... Tens varios contratempos, situações díficeis onde o cérebro deve dizer "o que eu vim fazer aqui"... Não sei se você sabe ou já mensurou que, por mais díficil a situação que você esteja, muitas pessoas, eu, estaremos a bordo... caçando aquele cabo enroscado... rizando vela... escorando... enfim, nossa força irá até você. Apesar de tudo, veja quantos lugares você irá conhecer, quantas amizades irá fazer... Não tem preço que pague isso! No mais, lhe desejo uma boa travessia, excelentes e bons ventos à favor e, quem sabe um dia não serei eu que soltarei as amarras e cortarei o "cordão umbilical" (como você cita) e partirei. Boas Festas e Feliz Ano Novo. Abraços,Bernard SantosSantos/SP
quarta-feira, dezembro 19, 2007
O Matajusi em ventos de 30 nós!
quarta-feira, novembro 14, 2007
Gazeta Mercantil
Na edição desta segunda-feira (12) do jornal Gazeta Mercantil foi publicada matéria sobre Silvio Ramos e o Projeto MaTaJuSi. A matéria, que ocupa 75% da editoria Plano Pessoal, conta mais detalhes do projeto e algumas curiosidades. Para quem não teve a oportunidade de acompanhar, segue abaixo a matéria scaneada.
terça-feira, novembro 06, 2007
Surfando ondas no retorno ao Pier 26!
Confira na nossa coluna na Nautica Online!
MaTaJuSi na TV
Silvio estará participando do programa Fique Rico da TV Ideal, novo canal de televisão da Abril na TVA, onde grandes executivos revelam como chegar ao sucesso financeiro.
Em um bate-papo bem descontraído, ele e a apresentadora Anne Dias, falam sobre o Projeto MaTaJuSi.
O programa vai ao ar no próximo dia 19 as 22:30hs. Quem não puder assistir pode acessar o site da TV Ideal (http://www.idealtv.com.br/) depois dessa data e assistir pela internet.
sábado, novembro 03, 2007
Projeto Matajusi na Estreia da Gazeta Mercantil!
Fabiana Gitsio, jornalista responsável pela contra-capa da Gazeta Mercantil fez entrevista de 4 horas no escritório da Harte-Hanks com o time do Projeto Matajusi, incluindo Silvio Ramos, Lilian Monteiro e Vanessa Parolin para artigo da contra-capa na publicação de estreia da Gazeta Mercantil no dia 12 de Novembro.
Fabiana estava tremendamente preparada para a entrevista e havia lido praticamente tudo que o Silvio já havia escrito ou dito sobre o projeto, fêz perguntas muito pertinentes e afiadas. Estamos ansiosos para ler o artigo final no dia 12!
Rei morto, rei posto, no caso, rainha...
Essa é a Vanessa Parolin, nossa mais nova colaboradora. Ela tem 18 anos, cursa o primeiro ano de Jornalismo na Faculdade Anhembi-Morumbi e está sendo treinada para ser minha assistente durante a volta ao mundo, um desafio enorme que inclui: cuidar das minhas coisas pessoais e profissionais; ser o contato entre a empresa e o barco; cuidar dos patrocinadores e empresas de apoio; manter o relacionamento com as diversas mídias que divulgam nosso projeto; cuidar da documentação e arranjos com cada porto visitado; além de manter nosso site e preparar press-releases para divulgação na mídia.
Se não fosse o bastante, ela ainda cuida das apresentações da Tatiana Ramos (Jaez), minha filha, que acabou de fazer o lançamento de seu CD New Star Hotel ao vivo na TV COM (RBS/GLOBO) de Florianópolis.
A Vanessa substitui a Susan, que depois de 7 meses trabalhando no projeto, decidiu sair.
Vamos lá Vanessa, sabemos que não é facil e que vai precisar de alguém especial para tocar tudo isso, mas estamos torcendo por você!
segunda-feira, outubro 22, 2007
Manutenções e Novos Equipamentos!
Depois de dois meses e meio atracado no Joinville Iate Clube, preparei esse relato com algumas das correções de problemas na parte eletrica/eletronica do barco, além da instalação de novos componentes.
Nos nossos relatos temos citado as inúmeras melhorias e correções que temos identificado nos testes feitos até o momento no MaTaJuSi. Nesses próximos relatos, vou discutir essas melhorias e o que esperamos conseguir com essas mudanças. Esse é um assunto extenso, então vamos dividir em múltiplos relatos.
A minha lista tem mais de 70 itens, desde correções e modificações, a equipamentos e funções novas. Para ajudar a organizar os trabalhos, preparei uma planilha com cada item, e identifiquei a característica desses itens para definir que tipo de prestador de serviço seria preciso para cada área de trabalho. As áreas identificadas foram: elétrica, hidráulica, marcenaria, fibra, mecânica e mastreação.
Nesse relato vamos nos ater à área elétrica.
A mudança mais importante e necessária foi a troca do fio de alimentação de energia do piloto por um fio exclusivo e de maior dimensão (10mm), pois um dos piores problemas com o barco era o piloto perder o rumo com freqüência. Ainda não testamos o resultado dessa mudança, mas estaremos discutindo isso nas próximas colunas na medida em que voltamos aos testes com o MaTaJuSi. Coincidentemente, a revista Yatching World do mês de Agosto reporta esse tipo de problema principalmente nos pilotos modelo ST600x e sugere a revisão na dimensão dos fios.
A troca do cabo do radar, que desconfiamos ter sido pinçado quando a antena se soltou na Semana de Vela de Ilhabela. A placa queimou e, por segurança, decidi trocar o cabo. Troquei também o suporte basculante da antena do radar, para diminuir o perfil da antena, principalmente quando a genoa troca de bordo.
A instalação do VHF principal, um Icom M504. Esse rádio suporta também intercom, hailer, e um comando remoto com acesso a todas as funções do rádio (Command III) permitindo o uso do rádio de dentro da cabine e do cockpit. O hailer pode ser usado como buzina ou apito, assim como para falarmos dentro e fora do barco em altura que possa ser ouvida a distâncias mais longas. Isso vai ajudar às instruções do comandante serem ouvidos pelos tripulantes. O intercom permite a intercomunicação entre a cabine e o cockpit. Com isso, agora temos VHF nas duas rodas de leme. Como temos o rádio a bombordo e o acelerador a boreste, tínhamos que usar um VHF portátil quando manobrando o barco dentro de marinas e portos, hora em que queremos ter o VHF disponível.
A instalação de luzes, principalmente dentro da área do motor, paiol de popa onde todo o sistema de leme funciona, dentro dos armários e no painel de eletricidade. Isso facilitará qualquer manutenção nessas áreas. Até então, eu estava usando uma dessas lanternas presas com elástico na testa. Nessas áreas mais escuras, instalamos uma luz de led a pilha (roxa) que acende com um toque, para o caso de acabar energia e precisarmos trabalhar em acertos no escuro.
Instalamos também mais uma bomba de porão, uma Rule 2000, com capacidade de 2000 galões/hora. Ela foi ligada com automático, mais ligação direta chaveada e servirá para esgotar volumes altos de água no barco. Até então, estávamos somente com uma bomba de 1500 galões/hora. Usamos duas saídas diferentes, uma para cada bomba, para evitar afunilar muito o volume de água, reduzindo assim a capacidade total de esgotamento.
Instalamos mais dois ventiladores, um na sala, apontado para a cozinha, que, além de refrescar o barco internamente, também vai ajudar a empurrar a fumaça e cheiro da cozinha para fora da cabine e o outro instalado na cabine de proa.
Fizemos uma ligação direta do exaustor do compartimento do motor, pois antes, quando se desligava a chave do motor, o exaustor era também desligado e com isso, não conseguíamos expelir os gases e o ar quente do compartimento do motor, depois do motor desligado.
Foram adicionadas mais algumas tomadas de DC, do tipo acendedor de cigarro, para suportar o uso de equipamentos como aspirador de pó, GPS portátil, carregador de celular, entre outros equipamentos.
Refizemos a instalação dos alternadores, baterias e chaves de baterias, pois um problema que tive algumas vezes foi perder a bateria do motor, mesmo com ela desligada. Outro problema foi não conseguir determinar que carga estivesse mandando cada alternador para cada banco de bateria. Como temos dois alternadores, dedicamos o original do motor (80 amps) para a bateria do motor e o Balmar (100 amps) para os dois bancos das baterias de serviço. Temos a opção de chavear cada um dos alternadores para todos os bancos, no caso de perdermos um alternador. Outra modificação foi a instalação de dois amperímetros de 100 amps cada, para medir a carga de cada alternador para seu banco dedicado de baterias e de um voltímetro dedicado para a bateria do motor, assim conseguimos ver quanta carga ela tem antes de dar a partida. Além disso, temos um medidor que nos diz quanta carga tem cada banco de bateria de serviço, e quantos amps estamos gastando de consumo. Podemos também conectar os bancos de serviço para ajudar a bateria do motor no caso desta estar baixa demais para dar a partida.
Para ajudar com o consumo de energia, instalamos 3 placas solares Unisolar US-32 de 32W ou 2 amperes cada. Isso nos dará 6 amperes de carga no pico do sol e deve ser o suficiente para tocar os eletrônicos sem tirar carga das baterias. Preferimos separar as placas para evitar problemas com ventos mais fortes.
Instalamos um equipamento de som, com CD, FM/AM, Estações de Tempo, dois alto-falantes internos e dois no cockpit; um monitor flat LG 15, que funciona com 12 volts, assim podemos conectar ele direto na tomada DC e não precisamos ligar o inversor. Com isso, agora temos reprodução dos equipamentos eletrônicos fora (no E80) e dentro (no monitor) do barco, além de podermos usar o notebook também para monitorar o barco. Usamos o DVD do notebook e já assistimos muitos filmes no barco durante Agosto, onde passamos praticamente o mês todo embarcados e atracados no Joinville Iate Clube. Outro equipamento instalado foi a tomada do microondas na cozinha. Quando atracados, podemos usar a energia da marina para cozinhar, economizando assim o precioso gás de botijão.
Para suportar o terra do SSB e do antena tuner, instalamos um Dynaplate grande embaixo no casco, na altura do poçeto de exaustão de água no centro do barco. Conectamos também cabos de terra de 10 mm em todas as ferragens abaixo da linha d’água. Esses cabos foram conectados ao fio terra puxado para uso somente do SSB e do Antena Tunner, separando-os assim do terra do barco, que serve aos outros instrumentos. Com isso esperamos acabar com a interferência que o SSB estava tendo nas lâmpadas de led que indicam equipamentos em uso, pois elas piscavam quando acionávamos o botão de transmissão do SSB. O correto para esses terras seria uma fita de cobre de 3 polegadas, mas como o barco não foi construído já com elas posicionadas, fica impossível passá-las depois dos contramoldes colados ao casco. Tendo a possibilidade de se construir um barco novo, não esquecer desse item. Foram também puxados cabos de força diretos da bateria para servir o SSB, evitando-se assim, roubar corrente dos outros instrumentos do barco quando transmitindo.
Para a identificação de navios, instalamos um AIS passivo, interconectado com nosso radar e equipamento de navegação, assim podemos ver os navios identificados pelo AIS representados na tela do radar, juntamente com outros alvos captados pelo sistema MARPA. O AIS utiliza uma antena VHF, então instalamos uma segunda antena VHF, essa última na targa, servindo o AIS e o rádio VHF Raymarine, de uso no cockpit. Além disso, para se conseguir acordar a tripulação em caso de qualquer alarme, instalamos um alarme de alta potência dentro da cabine.
O barco foi construído com suporte para energia externa apenas de 110V, mas, muitas marinas, principalmente fora do Brasil, usam somente 220V, então instalamos um transformador de 220V para 110V e vice-versa, que permitirá o uso de qualquer fonte de energia. Na popa, instalamos duas entradas de energia, uma 110V e uma 220V. Internamente, o barco usa equipamentos de 110V, principalmente porque um choque de 110V tem menos potência do que um choque de 220V, mas também porque quando montamos o barco, ficava mais fácil encontrar equipamentos 110V em São Paulo.
Trocamos a luz de navegação e ancoragem, que era de luz incandescente, por uma luz led com estrobo. Com isso esperamos reduzir em 2 amps/hora o consumo da luz de navegação. Além da lâmpada de navegação, que veio quebrada de fábrica, trocamos também 5 das 23 lâmpadas Optolamp de bordo, pois queimaram. Interessante essas lâmpadas queimarem com tão pouco uso, afinal, a literatura diz que são lâmpadas para 3000 horas. Com a política da Optolamp de somente trocar as peças em garantia pelo correio, acabamos ficando sem saber por que essas lâmpadas estão queimando. Depois da ultima troca, já tenho mais 5 lâmpadas piscando, sinal de que vão também queimar. Do lado do barco, já medimos tudo relacionado às instalações dessas lâmpadas, mas elas continuam queimando. Fica aqui um novo convite à Optolamp para uma necessária revisão da sua política de garantia dos seus produtos, e para me garantir, vou trocar metade das lâmpadas de led por lâmpadas incandescentes, onde posso pelo menos trocar as lâmpadas que queimarem, sem ter que trocar a luminária inteira.
Para finalizar, instalamos um marcador led de quantidade de água nos tanques, que com um toque, mostra leitura de cada tanque além de um controlador de cargas vindas de equipamentos como placas solares, geradores eólicos e geradores de arrasto movidos a hélice, além de uma placa de fibra feita sob medida pela ILS para ficar em cima da targa e receber antenas de GPS, satélite, VHF reserva, placas solares, o hailer, e outros equipamentos mais que venham a ser necessários para nosso conforto e segurança.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Por onde tenho andado...
Muitos me perguntam se seus nomes saíram da lista de distribuição do blog, outros simplesmente por que não tenho escrito nos últimos dois meses. O fato é que o Matajusi está em manutenção desde o dia 4 de Agosto e continua!
Depois teve o meu niver de 59 anos.
... e nesse meio tempo vai para Joinville, volta de Joinville e vai e volta, e a manutenção continua.
Nesta foto estou levantando o Gunther no mastro para instalar o estai da trinqueta.
Abaixo, muitas partes do barco desmontadas e em manutenção; e a balsa salva-vidas de 6 lugares (em cima do pier), que comprei da Izabel Pimentel, que precisa de uma menor.
Mas como podem ver, essa foto é de hoje e a manutenção continua...
Caso consiga terminar e testar o barco a tempo, pretendo correr a regata Santos X Rio em solitário (pela primeira vez no Brasil, organizada pelo Andre Homem de Mello) no dia 27 de Outubro. Se o barco estiver bom e seguro, vamos começar a nos despedir...
segunda-feira, agosto 20, 2007
Matajusi passa o final de semana no Iate Clube de Capri:
Eu, vestido de explorador de mangue, com o laranjinha atrás...
quarta-feira, agosto 15, 2007
Silvio foi entrevistado ao vivo pelo programa Estúdio 36
O programa é apresentado por Cinthia Albuquerque todos os dias da semana, às 21h30.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Viagem à Joinville:

Com Marcio, meu filho, Paulo Fax, meu amigo e companheiro de velejadas, e Lilian Monteiro, tripulante titular do MaTaJuSi, demoramos 25hs para chegar em São Francisco do Sul. Tivemos em geral mar calmo, com alguma nebulosidade.
Já próximos a baia de São Francisco, com nevoeiro mais intenso, todos de olho...

Encontramos pinguins pelo caminho, além de uma foca que, de tão rápida, não conseguimos fotografar.
Nos vestimos com a camisa oficial do MaTaJuSi para o encontro com o pessoal nos recepcionando...
MaTaJuSi ancorado na baia de São Francisco, retorna ao seu local de nascimento...
Atracado no pier do Joinville Iate Clube. Tudo excelente por aqui! Bom pier, bons banheiros, rede wireless, bom restaurante, bomba de gasolina e diesel, além de um pessoal super camarada...
Uma volta pela cidade com Lilian e meu filho Marcio. Fiquei super contente com a vinda dele na viagem! Foi ótima companhia e boa ajuda também.
Mas, trabalho faz parte do nosso projeto. Aqui, respondendo a uma RFP de prospect novo...
Foto mostrando a antena do SSB do topo do mastro ao final do turco central da targa, conectada ao antena tuner AT 140 da ICOM.
Conseguimos nossas primeiras conexões via SSB/Telefone, suportadas pelo amigo Marcelo Richter. Falamos com minha mãe, mãe da Lilian, e fizemos uma conferência com nosso time na Harte-Hanks.
terça-feira, julho 24, 2007
MaTaJuSi Tem Nova Tripulante
Lilian Cuidará da Organização do Veleiro na Viagem de Volta ao Mundo
Silvio Ramos, primeiro brasileiro a utilizar um boat-office para viajar e trabalhar, terá nova companhia para sua viagem de volta ao mundo. Lilian Monteiro, de 28 anos, terá o papel de administrar todos os suprimentos do barco, organizar os materiais e ferramentas de manutenção e dar suporte ao capitão. Experiência ela já tem, e os treinos têm se intensificado com a proximidade da partida, que agora pode mudar de dezembro para agosto de 2007, quatro meses antes do previsto.
quarta-feira, julho 18, 2007
Fotos de Ilhabela!
- Capitão: Silvio Ramos
- Secretária: Lilian Monteiro
- Proeiro de Catracas: Henrique Sadocco
- Proeiro de Mastro: Luiz Ubirajara (Bira)
quinta-feira, julho 12, 2007
RISW - Regata de Percurso Médio
Depois de tripulação melhor treinada e ajustes no barco, MaTaJuSi melhora sua participação com um sexto lugar na categoria Bico de Proa A, com 32 barcos inscritos.
Essa regata teve ventos com rajadas de 30 nós, corrente forte no canal e ondas mais altas e considerada por todos os participantes como de nível de risco alto. Varios barcos com avarias, alguns ossos quebrados, e muitos cortes e arranhões entre os tripulantes de varios barcos.
Esse tipo de situação não é o objetivo do Projeto Matajusi, mas submeter o barco a essas situações agora ajuda a testar o barco e treinar a tripulação que vai fazer a volta ao mundo.
quarta-feira, julho 11, 2007
RISW - Regata Alcatrazes
Silvio Ramos junto com sua tripulação pegaram 11º lugar na categoria Bico de Proa A de 32 barcos inscritos nessa categoria na Rolex Ilhabela Sailing Week.
Ainda no dia 09 de julho, na Segunda-Feira, o Projeto MaTaJuSi patrocinou o show da cantora de pop/rock Tatiana Ramos no Yacht Club Ilhabela. No mesmo dia, a cantora se apresentou na Race Village de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela e Projeto MaTaJuSi.
Não temos fotos dispóníveis, mas em breve receberemos diretamente do velejador Silvio Ramos o registro dos eventos. Ele está acessando seus e-mails pela rede wireless de internet sem fio do Yacht Club de Ilhabela para trabalhar e resolver os últimos detalhes para sua viagem de volta ao mundo.
quinta-feira, julho 05, 2007
UV Line Dentro do Projeto MaTaJuSi
A UV Line é uma empresa que desenvolveu uma tecnologia que oferece proteção contra 98% dos raios UVA e UVB. Como Silvio passará apenas em regiões próximas à linha do Equador, onde a exposição ao sol é bem grande, a UV Line se tornou apoiadora do Projeto, e fornece todo o guarda-roupa da equipe MaTaJuSi. A linha de peças que a UV Line fornece ao Projeto inclui não apenas camisetas mas também luvas anti-derrapantes, bonés, chapéus, camisas e saídas de praia.
Clique aqui para conhecer melhor a UV Line.
terça-feira, julho 03, 2007
MaTaJuSi na TV Tribuna!
Dia 3 de Julho a TV Tribuna, associada da Rede Globo no litoral, transmitiu reportagem com Silvio Ramos. As filmagens foram gravadas no dia 19 de Junho, no Guarujá, e duraram duas horas e meia.
A transmissão foi feita apenas para a Baixada Santista, mas o vídeo da reportagem pode ser visto no site da TV Tribuna clicando aqui.
sexta-feira, junho 22, 2007
Projeto MaTaJuSi na Internet
O Projeto MaTaJuSi tem conseguido uma grande exposição na mídia, graças à idéia de Silvio Ramos em dar a volta ao mundo no primeiro veleiro-escritório do Brasil. Veja as últimas inserções no sites:
Bahia Náutica
Bóia 1
A quase um mês da viagem, estamos felizes com o andar do Projeto. Vamos seguir em frente!
quarta-feira, junho 20, 2007
Marcelo Rezende apresentou Projeto MaTaJuSi no Telejornal Nacional, RedeTVNews!
Marcelo Rezende apresentou Silvio Ramos falando sobre Projeto MaTaJuSi em rede nacional de TV, no RedeTVNews de hoje, conseguindo um furo jornalístico sobre as outras emissoras.
Fui entrevistado na Sexta-Feira passada a bordo do MaTaJuSi, pela TV Record, depois pela RedeTV, e era para fazermos a entrevista com a Rede Globo no Sábado, mas devido à intensa chuva, remarcamos para esta Terça-Feira. Ontem, desci para o Guarujá para a entrevista com a Rede Globo, que durou mais de duas horas. Durante as filmagens, fomos ultrapassados por um navio, e coincidentemente, o Paulo Barbosa, dono do primeiro RO 400 construído no Brasil pela ILS, era o prático a bordo, e ficamos conversando no meio do mar.
J&F Sunglasses Apóia Projeto MaTaJuSi!
Aproveitando minha ida ao Guarujá ontem, passei pela loja da J&F Sunglasses do Shopping La Plage, nosso mais recente apoio, para escolher os óculos polarizados que serão usados pelos tripulantes do MaTaJuSi durante nossa viagem.
Óculos polarizados são importantes para ajudar a tripulação a navegar em proximidade de recifes sob a água. Agora temos óculos para ocasiões sociais, eventos esportivos, regatas, velejadas noturnas e nos arredores de recifes.
quinta-feira, junho 14, 2007
Nutrimental Apoiando Projeto MaTaJuSi!
Procuramos a Nutrimental especialmente por suas barras de cereais Nutry, alimento saudável e de fácil consumo que ajuda a manter as calorias dos tripulantes principalmente em horas de navegação mais intensa onde cozinhar algo para comer não é a melhor opção.
Agora estamos trabalhando no apoio de empresas de enlatados, principalmente atum enlatado, outro alimento calórico de fácil consumo muito usado nas nossas travessias.
Estamos também procurando por uma empresa de transportes para ajudar na logistica de manter o barco provisionado durante a viagem, quando pararmos em portos. Se alguém tiver indicações nessa área, agradecemos.
Primeira perna vendida!!!
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
MaTaJuSi Termina Warm-Up da RISW em Segundo Lugar!
Os ventos no Sábado não foram propícios ao MaTaJuSi, um barco que gosta de ventos fortes, na área de 20 nós para cima. Com ventos variando entre 7 a 14 nós, não conseguimos ser competitivos como no dia anterior, e sem o Guy Winston da Ilha Sailing para ajudar, cometemos muitos erros, perdendo tempo.
Retornamos para o Pier 26 no Domingo de manhã, parando no Montão de Trigo, onde passei algumas horas limpando as cracas, que com certeza estavam nos fazendo perder velocidade na regata. Aproveitei para pegar uns peixes com meus amigos pescadores do Montão, e viemos fazendo anchova e sororoca de almojanta pelo caminho de volta. Chegamos ao Pier 26 às 21h, arrumamos o barco e retornamos para SP.
sexta-feira, junho 08, 2007
MaTaJuSi em PRIMEIRO Lugar nas Duas Regatas de Hoje!
Não coseguimos chegar a tempo para competir nas regatas de ontem da Warm-Up de Ilhabela, mas competimos nas duas regatas barlasota de hoje e conseguimos dois primeiros lugares na categoria Bico de Proa!
Nosso radar soltou do mastro e ficou pendurado pelo elástico instalado pelo Felipe Vier Loss na 8ª Regata Ilha de Caras - Revista Náutica, e isso salvou o radar de espatifar no deck, no meio da regata. Caíram os parafusos que prendiam o radar ao mastro, mas amanhã estaremos consertando esse problema, e dessa vez, vamos usar um LocTite para que isso não aconteça de novo.
O guarda mancebo, instalado ontem no Pier 26, não aguentou e estourou. Tambem consertei hoje para as regatas de amanhã.
As novas portinholas feitas pela Valmar no Pier 26 ficaram ótimas e facilitam bastante a entrada e saída do barco agora que estamos atracados de lado no novo cais do YCIB. Precisamos ainda apertar um pouco mais todos os parafusos para prendê-las bem ao barco. A targa com o bímini acoplado ficou ótima. Agora só falta terminar o dog-house e o Alex terminar as capas e ajustar o toldo do bímini.
Pedimos ao Cuca, Diretor Técnico da Regata, um tripulante para ajudar na competição, e ele nos apresentou para o Winston, da Ilhasailing.com.br, e nos demos muito bem juntos. Ele conhece muito sobre as correntes e baixios do canal, e isso foi decisivo na conquista dos dois primeiros lugares.
Depois das regatas, tivemos festa junina no YCIB.
Do MaTaJuSi, usando a rede wireless do YCIB, por Silvio Ramos
terça-feira, junho 05, 2007
Comentários do Comandante Sombra sobre o Projeto MaTaJuSi!
CONVERSANDO SOBRE CRUZEIRO À VELA IV
Hoje iremos conversar sobre algo de fundamental importância no cruzeiro à vela em âmbito internacional.
Recentemente, lemos atentamente a coluna de nosso mano Sílvio, do PROJETO MATAJUSI, na Revista Náutica On line.
Como é de conhecimento maior, nosso mano Sílvio está se preparando para fazer sua viagem de circunavegação, dentro de um contexto de administrar seus negócios a partir de seu veleiro, unindo o útil ao agradável.
Certa vez há mais de ano, tivemos a oportunidade de estarmos juntos em Paraty e conversamos muito a respeito de seu projeto e como de hábito, repassamos o que pudemos de nossa experiência sobre viajar pelo mundo à vela.
Depois ainda nos encontramos outras vezes e se selou uma boa amizade. Ele nem ainda havia iniciado a construção de seu veleiro.
Então, nesta matéria de Sílvio, notamos suas preocupações, com respeito ao aspecto manutenção.
Em certo trecho de seu artigo apõe:
─ Acabaremos por ter que nos tornar mecânico!!!
Faça o Sílvio, e urgentemente, ninguém deverá conhecer melhor ao motor de seu veleiro, e de forma mais ampla e contundente que você.
Utilize mão de obra externa, tão somente quando for imprescindível, e se possível, na maioria das vezes com amigos e o mínimo possível com profissionais contratados.
No Brasil a mão de obra e caríssima, nestes serviços e se concessionária ainda pior. Não há um compromisso maior de prestar um bom serviço. A idéia e deixar sempre gatilhos ou armadilhas, para ser chamado novamente. Obviamente e o sabemos que há as exceções de praxe, mas nestes casos são pouquíssimas, de se contar nos dedos de uma só mão.
Faça seus cursos, treinamentos e tudo mais, e isto é válido para todos aqueles que desejarem fazer sua viagem volta ao mundo à vela. Todos os cursos e outros que digam respeito à mecânica, eletricidade, eletrônica, informática, pintura, fibra, madeira e etc.
Tais conhecimentos serão úteis até onde jamais se poderá imaginar.
Normalmente durante a viagem, e as amizades que fazemos, sempre se encontra um irmão, que nos irá ajudar de forma franca e amiga, sem interesses financeiros.
E, então um problema mais sério poderá ser resolvido mais facilmente. Há sempre um companheiro de cruzeiro que detém um conhecimento maior sobre certo assunto e este irá ajudá-lo de forma total e como se fora problema seu também. Esta é a Tônica no mundo da Família Cruzeirista.
Outro fator, que também notamos no artigo de Sílvio, é sua preocupação maior de sair do Brasil com seu veleiro super equipado.
Em nosso pensar se trata de um ledo engano.
Se puder saia com o mínimo possível, o necessário para ter sua segurança, pois caso contrário é perda de tempo, e o pior, de muito dinheiro. Em bom português, jogar grana fora!!!
Como colocamos acima, sai com o suficiente para fazer uma viagem segura, aos poucos e durante os primeiros anos da viagem, vá com calma e analisando custos e sugestões encontradas em outros veleiros, equipando de forma muito mais precisa e concisa seu amigão.
Mesmo porque, em Marinas e ancoragens, estará tomando conhecimento de sugestões adotadas por outros cruzeiristas, mais experientes, para problemas que você próprio detém. Soluções muitas das vezes mais simples e mais baratas do que supunha.
Isto além de baixar o custo, porque os materiais náuticos no exterior são muito mais baratos que no Brasil, ainda soma-se o serviço de mão de obra ser bem superior, ou com amigos, como colocamos em pauta.
Isto falamos abertamente em nosso livro, CONVERSANDO COM O GUARDIAN, a disposição em nosso site.
Sim, uma ressalva, antes que levemos um pitu, o GUARDIAN fala abertamente em seu livro.
Assim, todos estes problemas que o mano Sílvio apontou em seu texto, seriam na sua grande maioria resolvidos de forma mais tranqüila e mais barato, se adotasse este caminho acima sugerido, aliás utilizado pela grande maioria de cruzeiristas internacionais.
Nunca se esqueçam, e tenham sempre em mente este pensamento:
Náutica no Brasil é coisa para milionários!!!
Obrigado Sombra pelas sugestões. Sua experiência dá grande crédito aos seus conselhos. Estamos ouvindo, e já temos mudado alguns aspectos do projeto.
Bons ventos, e espero encontra-lo no oceano do Guardian no ano que vem!
Forte abraço,
Silvio
quarta-feira, maio 30, 2007
Tecnologia a Bordo do MaTaJuSi é Pauta para Diário da Manhã
Acessando o link do Diário da Manhã, de Goiás/GO é possível ler a matéria na íntegra, que mostra como a tecnologia permitiu que Silvio Ramos trabalhasse a distância. Ele conta também que só tem a ganhar, por economizar tempo e evitar o stress graças ao trânsito de São Paulo.
A oportunidade de trabalhar viajando também agrega valor ao trabalho de Silvio, que terá a oportunidade de conhecer novas pessoas e passar por essa experiência inédita.
Confira!
MaTaJuSi com apoio da Coppertone e Ox Cosméticos!
O Projeto MaTaJuSi fechou com mais dois parceiros que apoiarão o projeto com seus produtos.
A Coppertone fornecerá os protetores de sol que serão usados durante a viagem e a Ox Cosméticos está fornecendo produtos de higiene pessoal da sua linha de produtos, incluindo cremes dos mais diversos, desodorantes, shampoos, condicionadores, e outros produtos a serem usados pela tripulação do MaTaJuSi .
sexta-feira, maio 25, 2007
Entrevista com Central de Jornalismo, parte 2!
A segunda parte da entrevista que Silvio Ramos deu para a Central de Radiojornalismo de Curitiba já está disponível. Nessa parte ele fala sobre as modificações no barco, as características individuais do MaTaJuSi, além de explicar mais sobre como continuará trabalhando e tocando seus negócios, durante a travessia.
Para ouvir, clique no link http://www.grupocrj.com/vitrola/?ac=play&usrid=4421&n=705252248&au=nacional/705252248.mp3&x=1.m3u
terça-feira, maio 22, 2007
Últimas Notícias do Projeto MaTaJuSi
A convite de meu amigo Paulo Fax, estive velejando no Parque da Cidade de Jundiaí, a bordo do veleiro Keiks, um Day Cruiser 16, com o prazer adicional de velejar ao lado de um bando de capivaras selvagens com mais de 20 capivaras, inclusive uns 6 filhotes que ficaram mergulhando a alguns metros da nossa proa. O Paulo é diretor-secretário da ONG Velas do Japi. Para conhecer mais sobre o Velas do Japi, você pode conferir no link http://www.velasdojapi.com.br/php/noticias.php?codnoticia=65
Entrevista com Rádio Central de Jornalismo de Curitiba:
Durante a velejada, fui entrevistado pelo repórter Alexandre Salvador da Rádio Central de Jornalismo, de Curitiba, (Grupo CRJ de Comunicação) http://www.grupocrj.com/, demonstrando que podemos realmente estar disponíveis graças aos meios de comunicação que já existem nos dias de hoje. Para ouvir a primeira parte da entrevista, clique no link http://www.grupocrj.com/tocador.php?n=705172301&au=esportes/705172301.mp3
Patrocinadores:
Com a ajuda da Susan Togashi, estudante de jornalismo e minha assistente no Projeto MaTaJuSi, estamos conseguindo várias conquistas nas áreas de novos patrocinadores e exposições nas mídias digitais, impressas e televisivas.
Algumas conquistas recentes incluem os patrocínios da Coppertone, que vai prover o projeto com seus produtos de proteção solar, mais o patrocínio da OX Cosméticos, que disponibilizará seus produtos de higiene pessoal, além do patrocínio da OnCamera com a disponibilização de câmeras a bordo para o registro dos acontecimentos diários, que serão editados e televisionados para todo o Brasil, pela nossa emissora parceira, em vias de fechamento.
Agora estamos trabalhando na busca de patrocinadores para a área de alimentação a bordo.
Televisão:
Estamos na fase final de fechar um acordo com uma grande rede de televisão nacional, que dará cobertura jornalística semanal das notícias sobre o Projeto MaTaJuSi.
Revisando a Data da Partida!
Estou revisando a idéia de partir em Dezembro, e considerando uma partida do tipo “vou saindo” a partir de Agosto de 2007. A idéia é ir subindo a costa brasileira, conhecendo todos os portos e assim dando uma exposição maior para meus patrocinadores na mídia brasileira. Com isso, teria uns cinco meses dedicados à costa brasileira, ao invés dos 14 dias estimados na rota original. A saída depende agora dos acertos nos itens de garantia e finalização das alterações originais programadas para o MaTaJuSi, com uma velejada de volta para Joinville estimada para Julho.
“Ir saindo” ao Invés de Grandes Despedidas...
Depois de finalizados esses itens, estaremos prontos para “ir saindo”, programando navegar para Ilha Bela, depois Parati, onde vamos explorar a baía da Ilha Grande durante umas semanas. A partir daí, continuamos o “ir saindo”, rumando para o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, e assim, “vamos indo” até chegarmos ao Norte. Dependendo do tempo que tivermos, avaliamos a oportunidade de uma visita a Fernando de Noronha e assim marcar o MaTaJuSi como um autêntico “Visitante de Ilhas”.
quarta-feira, maio 16, 2007
Site Wateractions Fala Sobre Publicação do Livro de Silvio
Acessando o link abaixo é possível ver a última notícia publicada sobre o Projeto MaTaJuSi, onde Silvio fala sobre seus projetos de escrever um livro após a viagem de volta ao mundo:
15/05 - Silvio Ramos anuncia que escreverá um livro
Silvio Fala Para o Site Bóia 1
Logo após anunciar que escreverá um livro com suas experiências de vida, o site Bóia 1 publicou uma matéria sobre o assunto, com direito a destaque na página principal.
"Os recursos que o barco possui permitirá que ele participe das discussões de novos negócios, faça consultoria para a diretoria que ficará em terra e até mesmo realize eventuais conferências telefônicas."
Leia na íntegra acessando o link abaixo:
Cultura:: Ramos escreverá sobre aventuras a bordo
Relatos a Bordo do MaTaJuSi
Silvio Ramos anuncia que escreverá livro após viagem de 14 meses
Silvio Ramos, dono do primeiro veleiro-escritório já construído, anunciou que pretende escrever um livro quando voltar de sua viagem de volta ao mundo, que tem previsão para iniciar no final de novembro de 2007 e durar 14 meses. Nesse livro ele irá contar as experiências com o MaTaJuSi e também incluir fatos de sua vida que complementarão a leitura sobre o velejador. Já existem rascunhos e registros sendo guardados para que na volta, ele possa organizar os melhores momentos da viagem.
Esta é a primeira volta ao mundo de Silvio e o velejador se prepara de diversas formas para não ter imprevistos desagradáveis quando estiver ao mar. Ele tem uma biblioteca grande de livros náuticos, muitos deles escritos por velejadores famosos que se tornaram perfeitos guias para a escolha da rota, do barco e dos muitos acessórios. “Dedico de duas a três horas por dia à leitura de guias técnicos de vela e navegação. Além de gostar do mar, também sou aficcionado por livros”, diz Silvio, que coleciona os relatos em mar de Jimmy Cornell, Marcio Dottori, Ricardo Negrini e muitos outros.
Para aqueles que esperam apenas as histórias de sua aventura pelos mares, se enganaram. Silvio pretende contar também experiências com o kart e moto, suas outras duas paixões. Presidente da empresa de Marketing Direto Harte-Hanks do Brasil, ele concilia seus hobbies em busca de maior qualidade de vida, que para o aventureiro, são como terapias contra o stress. Assim, com essa filosofia de vida já chegou até a ganhar alguns campeonatos de kart e a competir com grandes pilotos como Rubens Barichello e Pablo Montoya, fortalecendo o apelido dado pelos amigos de “ImposSilvio”.
Para que Silvio não atinja apenas o mundo náutico, será feita uma mesclagem de situações dele trabalhando dentro do MaTaJuSi, sua relação com a empresa durante os 14 meses que pretende passar no mar, os desafios que encontrou para continuar participando dos processos da empresa e também fatos relacionados à sua família, amigos e conselheiros que tornaram possível a primeira viagem de volta ao mundo dentro de um veleiro-escritório. Os recursos que o barco possui permitirá que ele participe das discussões de novos negócios, faça consultoria para a diretoria que ficará em terra e até mesmo realize eventuais conferências telefônicas, experiências que serão relatadas com detalhes nesse livro.
O período de organização da publicação pode durar mais de um ano, e renderá bastante trabalho ao empresário, mas não o impedirá de realizar mais esse sonho.
terça-feira, maio 15, 2007
Projeto Matajusi Divulgado Pelo Diário do ABC!
Veja matéria publicada no site do Diário do ABC sobre o projeto Matajusi:
http://tecnologia.dgabc.com.br/materia.asp?materia=585683
Clic RBS Divulga Projeto Matajusi!
O site Clic RBS, do Rio Grande do Sul publicou reportagem sobre o Projeto, onde fala dos planos de Silvio de lançar um livro após a viagem, que contará todas as suas aventuras dentro do primeiro veleiro-escritório já construído. Acessem clicando no link abaixo.
Empresário dará a volta ao mundo com escritório online
Programa Close da RedeTV! Terá Nota Sobre o Projeto Matajusi!
O Programa Close, da Rede TV! fará uma matéria no dia 20 de maio, domingo, às 22h falando sobre o Projeto MaTaJuSi, de volta ao mundo em um veleiro-escritório.
Será apresentado um perfil do idealizador do Projeto, Silvio Ramos.
É possível assistir ao programa Online, já que é local da região de Rondônia e não é transmitido em São Paulo. O link para assisitir é www.sgcrondonia.com.br, depois clicando no link no canto superior esquerdo. Para ver a reportagem no arquivo da televisão on line, clique aqui e acesse o programa 788, do dia 20 de maio.
segunda-feira, maio 14, 2007
Site Acessa Publica Reportagem Sobre Projeto MaTaJuSi
O site de entretenimento Acessa.com, de Juiz de Fora/MG, fez na semana passada uma entrevista com Silvio Ramos. É possível ver a reportagem no site www.acessa.com.br. Na página da matéria está disponível também o áudio de um trecho da entrevista que foi feita por telefone, onde Silvio conta o cronograma da viagem e fala de seu perfil como navegador. Confiram a matéria na íntegra clicando no link abaixo.
Para um homem de negócios, as palavras "aventura", "radical" e "volta ao mundo" podem soar estranho. No entanto, o gerente de uma multinacional, Silvio Ramos, quer deixar de lado o terno e a gravata para percorrer o mundo a bordo de um veleiro
sexta-feira, maio 04, 2007
Novas experiências com o Matajusi
Acho que posso dizer que minhas experiências com o Matajusi tem sido, ao mesmo tempo que extremamente prazerosas, também bastante frustrantes.
Prazerosas porque tenho saído com o barco quase todos os fins de semana e algumas vezes, durante a semana, recebendo convidados, velejando às vezes até por cinco dias diretos.
Frustrantes porque o volume de coisas a fazer e os problemas com componentes já instalados é enorme e parece crescer a cada semana e, com isso, os testes que estavam programados para os primeiros 12 meses depois do lançamento do barco, que já estavam comprometidos pelo atraso na entrega da embarcação, vão ficando cada vez mais atrasados em relação à minha saída estimada para entre a última semana de Novembro e a segunda semana de Dezembro de 2007.
Mas, vamos cuidando do que dá para cuidar e aprontando o barco para os próximos testes.
Fizemos a primeira manutenção no motor, e ficamos surpresos com um custo na ordem de R$1.300,00. Se cada manutenção tiver um custo desses, vale mais a pena fazermos um curso de mecânico desse motor e fazermos nós mesmos as manutenções, o que no fim, vai ter que ser a solução mesmo, pois se algo acontecer durante uma travessia longa, essa seria a única saída.
Já tive meu primeiro teste de conhecimento do motor, quando, na manutenção do filtro Raccor, devo ter encostado na chave de passagem do combustível e essa ficou meio fechada, o que cortou o óleo do motor e deve ter criado bolhas de ar em algum lugar. Notem que isso aconteceu na entrada do canal de Santos, na única vez que vi dois navios saindo juntos, com um ultrapassando o outro, e tomando o canal inteiro. Meu convidado Paulo Fax ficou controlando o barco na vela enquanto eu fui procurar o problema. Encontrei a chave meio fechada, abri corretamente, e tentamos ligar o motor. Como não ligou, fui atrás da bombinha de sangria de ar do motor que tinha ficado bem escondida atrás da mangueira do escapamento. Lembrei da instrução do mecânico que veio fazer a manutenção do motor e segui a linha de alimentação, encontrando a bombinha e bombeando até o motor pegar. Viu? É fácil!
Em uma foto foi tirada por um amigo que passava por Santos ele notou o Matajusi na água. Isso foi logo depois que consegui consertar o problema de ar no motor.
O consumo de diesel tem sido na ordem de 3 litros/hora a 2.500 RPM. Com o tanque original cortado para dar espaço ao armário da cozinha e reduzido de 160 para 100 litros, temos autonomia de 33 horas, que na media de 6 nós, nos permite motorar em torno de 200 milhas nesse tanque. Estamos instalando dois tanques adicionais de 150 litros cada, aumentando assim nossa autonomia no motor para 600 milhas. Acreditamos que o consumo deva cair na medida em que o motor vai amaciando, podendo chegar a 2 litros/hora.
Já completamos as almofadas a um custo na ordem de R$2000 e isso proporcionou velejadas bem mais confortáveis. Só estão faltando as almofadas dos assentos do piloto que estão esperando a finalização das novas cadeiras de púlpito e guarda-mancebos de popa para finalizarmos com a altura das costas corretamente ajustadas.
A targa ficou muito bonita e diferenciada de outras targas que tenho visto, pois preferimos manter as linhas arredondadas do barco e assim ferir menos a estética da estrutura. Para compensar a curva do topo, estamos desenvolvendo seis pezinhos que receberão uma plataforma retangular que suportará as placas solares, antenas e o que mais for instalado nessa área. Usamos somente aço inox 316l para todos os componentes de aço incluindo targa, pega-mãos em áreas necessárias, estrutura do dog-house e protetor da antena do radar. O custo arredondado da targa está na ordem de R$10.000. Os outros componentes ainda estão na fase de aprovação de orçamento.
Vamos instalar uma portinhola de cada bordo para facilitar entrada e saída do barco quando atracado.
Agora estamos trabalhando nos toldos e capas. Um problema a ser resolvido com os toldos é a exposição das gaiutas na chuva, pois nenhuma gaiuta pode estar aberta porque a água entra a vontade. A solução é se construir toldos que protejam as áreas das gaiutas da chuva quando o barco está parado. Tivemos a idéia de usar o pau de spinaker adaptado entre o mastro e a panela do enrolador da genoa como suporte central do toldo de proteção das gaiutas da proa e isso funcionou muito bem. O toldo de popa será montado em cima da retranca, que sustentada pelo burro, dispensa o uso do amantilho. O custo de todos os toldos e capas está na ordem de R$5000.
Trabalhamos bastante no ajuste das velas, com a diminuição da altura e acertos na esteira da genoa e a inclusão de uma argola para substituir o laço original, para dar maior resistência a vela. Todas as adriças e escotas foram rearranjadas para coincidir exatamente com a passagem delas pelo mastro e assim reduzir o desgaste desnecessário desses cabos.
Trouxemos o ajuste do burro para os mordedores do cockpit, evitando assim a ida até o mastro para ajustar o burro. Reajustamos também o lasy-jack para que ele abraçasse a mestra na área onde ela se acumula quando baixada, pois, muito da vela, mesmo com o lasy-jack instalado, caía no cockpit.
Estamos agora praticando com a nova genaker, que, modéstia a parte, ficou muito linda e não me canso de olhar para ela armada, ficando curioso de como ela se parece vista de fora do barco, pois ainda não tenho uma foto desse ângulo para apreciar. O custo da genaker esta na ordem de R$5000, com outros R$1200 de cabos e moitões.
Fizemos uma revisão geral dos componentes do mastro e notamos que estamos sem luz de alcançado e que as luzes de navegação não são em led e, portanto consomem muito mais do que preciso. Cada luz de led usa 0,2 amperes/hora, contra dois de uma lâmpada comum, ou seja, uma economia de 90%. Vamos trocar por uma Optolamp com estrobe na revisão de garantia.
Temos medido o consumo de quase todos os componentes elétricos do barco e já temos uma boa idéia da nossa necessidade de energia para cruzeiro a vela. Notamos que os bancos de baterias não estão funcionando conforme nossa especificação, mais um item a ser revisado.
O problema da água brotando a bordo continua, agora em escala muito menor, e temos ainda encontrado problemas na instalação das mangueiras. Na última revisão, retirei as braçadeiras que estavam muito apertadas, já cortando os tubos de borracha e cortei as pontas, usando fita isolante embaixo das braçadeiras para evitar o problema de corte dos tubos no aperto.
A cabine de popa de boreste já foi desmontada e utilizada como paiol e é incrível a quantidade de tralha que vai se acumulando por lá! A medida que vamos testando o barco vamos também testando a necessidade de toda a tralha que vai se acumulando nele, aí podemos decidir o que vai e o que fica. Com o peso extra, já notamos um rendimento menor na ordem de um nó, tanto no motor quanto a vela.
O barco tem resistido muito bem à infiltração de água de chuva, e o único vazamento notado, esta dentro do painel de eletricidade, bem em cima do modulo DSM 300 da sonda. Lei de Murphy! Mas, evitamos maiores problemas com a instalação de um plástico que direciona o vazamento para o piso do painel, sem deixar a água passar pelas conexões elétricas.
E por falar em Murphy, o suporte de radar basculante que trouxemos dos EEUU, veio defeituoso, pois o radar está se movimentando livremente no eixo ao invés de lentamente. Isso pode danificar a antena. Mas, mandamos um e-mail para o fornecedor e, que surpresa agradável, o dono da fabrica ligou dos EEUU para o meu celular para oferecer de me mandar uma outra peça para eu testar, e se estiver boa, eu mando a minha de volta para ele, a custo dele! Fica aqui uma idéia de suporte de categoria de primeiro mundo para os nossos fornecedores locais.
Temos procurado por itens de alta manutenção, e achamos que o speedometer instalado no pé do mastro, vai ser um desses itens que vão dar mais trabalho do que serem úteis. Esse equipamento é altamente sensível à instalação de cracas e simplesmente deixa de funcionar. Em dois meses, isso já aconteceu duas vezes. O problema é que parece que muitas das variáveis disponíveis no sistema Raymarine E80 dependem da leitura de velocidade por essa roldaninha que fica abaixo do casco e deixam de funcionar. Acho que a melhor opção seria se a velocidade pudesse também ser obtida pelo SOG do GPS. Vamos discutir essa situação com o pessoal da Marine Express.
Por falar em Marine Express, eles têm dado bastante apoio no acerto dos equipamentos instalados, mas, conseguir tempo de alguém com conhecimento de tudo que foi instalado é um problema sério e continuamos com alguns problemas que ainda não encontramos ninguém com conhecimento suficiente para corrigir. O pior problema é conseguir que o E80 fale com o RayTech no notebook. Isso é necessário, pois só instalei monitor do lado de fora, contando que o notebook seria minha forma de acessar os eletrônicos dentro da cabine, então, estamos sem esse acesso até o acerto dessa conecção pelo pessoal da Marine Express. Outro problema é entender o grego que esta escrito no menu do Prosine! Sem entender, não conseguimos definir o tipo de bateria que temos para o Prosine carregar de forma inteligente.
A geladeira tem um consumo médio de 4,5 amps mas notamos que está muito mal vedada e com nenhuma proteção térmica. Vamos consertar esse problema na revisão de garantia e ver se conseguimos diminuir o consumo.
As pias da cozinha hoje só tem água por pedais, mas vou instalar a opção de ter água a bomba de pressão também, para quando estivermos em marina e utilizando conecção elétrica e portanto carregador, podermos lavar pratos sem ter que pedalar.
A água quente está excelente, principalmente agora com o tempo esfriando. A água permanece quente depois de uma motorada por algumas horas, não sendo preciso ligar o boiler.
Temos testado o bote de apoio, um Flexboat Miniflex S, e estamos satisfeitos com a versatilidade de um bote dobrável que pode ser guardado no paiol ao invés de ficar tomando espaço, onda e sol no convés, mas preocupados com alguns problemas que percebemos com o espelho de popa dobrando quando aceleramos o motor de apoio, um Mercury 5HP. Principalmente em condição de vento e ondas contra, ou muita corrente de maré, vamos precisar da força do motor, e se o espelho de popa dobrar ao invés do motor empurrar para a frente, vai empurrar para cima. Temos conversado com a Flexboat sobre esse problema e estamos marcando um teste com eles em uma represa próxima a fabrica da Flexboat em Atibaia, SP.
Nesse momento estamos esperando a finalização da targa e a instalação do dog-house, almofadas, toldos e capas antes de marcar a volta do Matajusi à ILS em Joinville para os acertos de itens de garantia e complementação da instalação das velas de tempestade e tanques sobressalentes.
terça-feira, abril 24, 2007
Uma Amostra da Hospitalidade a Bordo do MaTaJuSi...
Esse rapaz de camiseta preta é o italiano Enrico, criado na Bélgica e agora vivendo na Romênia, trabalhando para a Harte-Hanks! Em visita ao Brasil para ajudar com serviços que prestamos para um cliente global da Harte-Hanks, o convidamos para um domingo a bordo do MaTaJuSi.
Pelo fato de ter vivido em tantos países, Enrico tem um paladar bastante acurado, e não poderíamos deixá-lo partir sem desfrutar dos pratos brasileiros.
Um bom truque é colocar todos para trabalhar, assim, na hora que a fome aperta, eles comem de tudo! Aqui vemos Carlos Viali, Diretor Comercial da Harte-Hanks da América Latina, fazendo força para subir a mestra.
Enquanto todos trabalham lá fora, eu venho para a cozinha para preparar um prato típico brasileiro: pescada fresca frita à milanesa com farinha de mandioca, mal passada, com lula fresca refogada no alho e azeite, mal passada, completando com um fetuccini cozido com o caldo que soltou da lula refogada. Tudo muito regado ao azeite extra virgem e alho.
O resultado, um prato típico brasileiro, de fácil preparação a bordo, bastante nutritivo e muito apreciado.
Não é preciso dizer que a partir do momento que o almoço foi servido, não tivemos muito tempo para conversar, pois ninguém queria perder a oportunidade de repetir!